<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673</id><updated>2012-01-28T08:25:08.381-02:00</updated><title type='text'>● Crônicas, Contos e Conselhos ●</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-8468149265181149674</id><published>2011-05-15T15:04:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T15:04:34.762-03:00</updated><title type='text'>Passo póstumo</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;“Even that when we're already over,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;I can't help myself from looking for you”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Adele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;O&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; óculos escuro já não era necessário naquele dia nublado, frio, desamparado. As grandes lentes pretas escondiam os olhos baixos, levemente irritados, do vento que cortava a face. Os passos vagos pela calçada, as mãos dentro do bolso da bermuda que cobria até os joelhos, o pensamento errante divagava lentamente ao toque da brisa, recolhendo-se a cada carinho que as curvas do rosto recebiam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Em palavras não se conta uma história. Não apenas. A sua ordem pelas frases de nada vale se não fizerem sentido para um, ou dois. Dessa história queria contar apenas para que possam se abrir ao que já está gravado na pele, as cicatrizes indolores tatuadas inconscientemente. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uma história que poderia ser um romance, um grande livro vendido nas prateleiras amareladas, e ao mesmo tempo uma crônica, conciso retrato de um estado de espírito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Grandes amores não surgem de uma hora para outra, desestabilizam, impregnam o corpo e o envenena.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo é fundamentalmente necessário. As fases passam, as pessoas podem ficar mais um pouco, mas em algum lugar ali dentro, a escuridão silenciou o inquieto sentimento. Sob os escombros, algo ainda pulsa, disfarçado de dor, orgulho, medo, repúdio, piedade. Permanece adormecido, porém vivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ao despertar, as dores, as causas, as tempestades desaparecem. Quando verdadeiramente ele acorda, os olhos cerrados levemente, a boca sem contração, a mesma posição, os corpos que trocam calor. Qualquer coisa que possa demonstrar o meu amor. Amor escondido, receoso, machucado, que se aquecia mais uma vez. O tempo agiu entre nós, o espaço, as pessoas. Hoje o seu amor não é mais meu, sua atenção, seu toque.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas durante segundos, como pela primeira vez, o coração inquietou, as mãos tremeram. A resposta do corpo, da vontade da alma, tomou todos os cômodos da casa vazia. Os olhos que invadem o olhar do outro, admirando a sua leve profundidade, sua singela complexidade. As pontas dos dedos que escorregam pela pele, os reflexos dos pelos que se ouriçam, os lábios que se tocam, a respiração que fica gradualmente ofegante. O exterior tremula e o interior estremece.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Durante muito tempo, procurei por muitos lugares e, sem notar, a sua figura estava presente em cada sombra minha. Não sabia compreender o que restava comigo, se havia luz ou se haviam se apagado. Nós poderíamos ter conseguido tudo o que desejávamos. Aliás, os que ainda desejamos, os anos não apagaram, os mesmos desejos, a mesma vontade. Uma figura que não remete à nostalgia, mas constrói novos caminhos, novas trilhas. Talvez as mesmas que eu passei e não tinha notado sua presença nelas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não importa quanto esforço será feito. As coisas darão errado ou certo. Sei o que está guardado e quando clamarem por ele, responderei. Mas se o fizerem novamente, meu amor tomará a frente. E o seu é o que me impulsiona a seguir em frente. Se eu agir como se não me importasse, é porque de alguma maneira quero manter intacto o frescor da brisa que paira por entre as paredes trancadas. E eu faria qualquer coisa para que o mundo entendesse. Para que você sentisse, de verdade, o meu amor retribuído.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E o que já estava escrito, hoje é uma página em branco. Nenhuma história termina, nada pode apagar pequenas palavras, postas e dispostas de acordo com o futuro. Não se dá um título a uma obra não finalizada. Como em uma lembrança póstuma, o passado prescreve e o futuro escreve as gotas de chuva que escorrem através das lentes escuras, incerto, vagante. Qualquer passo para mostrar meu amor.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-8468149265181149674?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/8468149265181149674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=8468149265181149674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/8468149265181149674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/8468149265181149674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2011/05/passo-postumo.html' title='Passo póstumo'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-7380637749658341433</id><published>2011-01-14T08:24:00.002-02:00</published><updated>2011-01-15T21:12:38.787-02:00</updated><title type='text'>Insomnia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;"&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;s noites se pareciam dia. Os dias apareciam de noite. Madrugada por madrugada, eu perdia a noção de espaço, de tempo. Muitas das vezes eram pensamentos que pairavam longe, idéias vagas que começavam a tomar a cabeça como de assalto, de surpresa, e possuíam todo um ambiente, preenchiam com total naturalidade uma mente inocente, sem vínculos com o que estava por detrás daquelas janelas escuras que me impediam de olhar além. Muitas vezes essas idéias eram mínimas, eram sonhos, expectativas de uma meta inalcançável, de objetivos vãos, de um parâmetro tolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não sei explicar. Minha grande cama com um lençol cinza novo, almofadas de penas de ganso com fronhas de cores aleatórias, como verde e vermelho, ou azul e amarelo, além do meu, e inseparável, edredom. Confortável, aconchegante. Minha cama seria um belo de um recanto do sono. Mas nas últimas semanas não tem sido. Outro dia foi por causa do temporal que estremeceu até a porta. Semana passada foi por causa do calor que nem sequer amenizava &amp;nbsp;com a presença do ventilador de teto. Dias atrás, novamente, a chuva e o barulho de passos no corredor dentro de casa que me deixaram alerta para tentar reconhecer de quem seria aquela marcha. Mas não é sempre que há uma desculpa sólida, como hoje em que ao deitar, as palavras surgiam à mente, especulavam sobre meu futuro, e mais uma vez me encontrava sentado com o computador ao colo observando o quadro azul pendurado na parede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fechava os olhos, tentava pensar 'azul', que dizem trazer tranqüilidade e, em diversos momentos, comigo funcionou essa técnica de materializar na escuridão das pálpebras cerradas a cor dos mares e céu. Porém não funcionara. Pensei em coisas então boas, conquistas, momentos de felicidade, e a única coisa que obtive foi resgatar mais memórias, mais histórias. Enquanto tudo isso acontecia internamente, meu corpo por fora relatava indiretamente esse movimento cerebral, seja virando de um lado para outro, seja arrumando pela milésima vez o travesseiro, ou apenas mexendo os pés em um movimento rápido, contínuo, como se estivesse impaciente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez seja isso, afinal. Seria falta de paciência ou apreensão? Com certeza nada em minha mente para me tirar o sono. Já se foram os dias em que poderia perder horas por problemas comigo, com outros, com o mundo. Nas últimas semanas, apenas tive momentos muito bons, reencontrei-me, finalmente tive a paz de espírito tão almejada. Antes dormia para me refugiar de medos, acordava assustado, com receio de que pesadelos se tornassem reais, por mais que grande parte apenas estava entrando de fora para dentro, e não o caminho inverso. A tempestade lá fora estava dentro de mim. Hoje, ela permanece apenas impondo respeito fora dessas paredes, sem fazer com que eu a tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Finalmente consegui enxergar que se aqui chove, em outra parte do mundo não. Um mundo de possibilidades se abrira em minha mente. Antes o que era um refúgio, um quarto branco, hoje se torna de natureza acesa, colorida. Se eu sinto falta de algo? Talvez da minha rotina e das suas próprias quebras. Sinto falta do meu espaço, do meu próprio lugar. Essa parte entra o grande paradoxo que acabei construindo, e diversas pessoas também devem ter passado ou passam pela mesma situação: aqui é meu lar, mas não minha casa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Casa é onde criamos oportunidades de crescer, onde podemos ter algo que chamamos de nossos, seguirmos nossas vidas de acordo com o que estabelecemos ser certo para aquele momento. Lar é onde podemos voltar sempre que as oportunidades afundam, quando o próprio espaço começam a se tornar sufocante e as decepções da vida nos arrastam e esfregam areia em nossos rostos limpos. Quando menor, minha casa era meu lar. Hoje, tendo em vista minha situação, casa se tornou outro lugar, mas o lar nunca se muda, apenas pode transferir-se, caso as pessoas nela contidas, e também responsáveis pelo nome que recebe, também se vão para outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sinto realmente falta da minha casa, do meu espaço, da minha rotina. Mas não que isso seja o motivo de eu não conseguir dormir. Em vez de querer estar aqui, vezes deitado de bruços, vezes sentado, gostaria de estar andando por outros lugares, reparando em rostos, dançando aquela música até amanhecer, cantando para quem quisesse ouvir. Sinto falta das minhas quebras de rotina, dos meus surtos, de querer caminhar, fazendo frio ou calor, de chegar atrasado sem motivos aparentes ou adiantado com segundas intenções, sem ter que explicar muito. Quis fazer e fiz. Mais um paradoxo: descobri que sinto falta de me sentir “aprisionado” em minha rotina, mas, ao mesmo tempo, de me sentir mais livre para poder quebrá-la da forma que eu quiser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas nem isso seria motivo para que eu perdesse meu sono, pois sei que cedo ou tarde isso deve acabar. Então, se nada disso pode ser, onde está o problema? Estaria com medo de dormir? Muitas vezes, quando adormeço, imagens me tomam tanto a mente, entram em forma de sonhos, de histórias inconscientes que revivo dias sim, dias não. Lembro-me até de uma vez estar despertando de uma espécie de cena cheia de mistérios, um tanto quanto sombria, porém familiar, que não me dava medo. Eu estava naquela nebulosa aparição duplamente. Em meio a grandes eucaliptos que podia sentir o aroma, eu narrava a mim mesmo o que deveria fazer, e ainda me relembrava a todo instante de epifania que na manhã seguinte eu deveria escrever sobre o que estava sonhando. Era até metalingüístico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tenho uma relação mais pacífica atualmente com meus sonhos e pesadelos. Antes eles até me assombravam. Quando pequeno, me lembro diversas vezes que tinha até receio de atravessar o corredor e chegar ao quarto dos meus pais para “pedir ajuda”. Até ao abrir a porta, me sentia desprotegido, um frio me tomava a espinha e as pernas, os meus olhos pareciam que sairiam da órbita de tão abertos que ficavam. Corria para a beirada da cama onde minha mãe até hoje dorme, a acordava e avisava: “Tive um pesadelo”, sussurrando mais pelo fator medo do que pelo fato de estar de madrugada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Naquela paciência materna, ela avisava meu pai que acordava de sobressalto com a visita noturna, se levantava, me acompanhava até a minha cama, me colocava novamente sob as cobertas ou lençóis e se sentava, esperando a confiança retornar. Quando muito apavorado, pedia para que ela se deitasse comigo até que eu retornasse ao sono. Mais calmo, porém acordado, sempre a via saindo do quarto. Abraçava um dos travesseiros, virava o rosto para a parede e apenas esperava o sono chegar. E ele vinha. Agora, seja lá o porquê ele não se aproxima. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas, como descrevia, tenho uma relação muito mais harmoniosa com meus pesadelos, sonhos e até insônia. Tento descrever, entender, decifrá-los. Aqueles que eu me lembro com detalhes, e normalmente são os piores. Enquanto insone, faço dos momentos de ócio os mais produtivos. Me atualizo sobre meus interesses, leio algum livro que esteja&amp;nbsp; ao alcance das mãos no criado-mudo, ouço algum álbum recém-lançado ou apenas procuro aquelas clássicas para cantar sem reproduzir nenhum som, aliás, motivo que evito sair desse quarto, indo para o banheiro e voltando, quando necessário. Um barulho que for pode acordar a todos e essa sensação não é das melhores, como em um &lt;i&gt;revival&lt;/i&gt; de quando era pequeno, tenho medo de abrir a porta, fazer algum ruído e despertar o monstro escondido em algum canto da casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Reviro-me, troco a lista de músicas, bebo um pouco de água e nada. Meu pai se levanta, nota a luz do quarto acesa por debaixo da porta e a abre, sem cerimônias, como costume desta casa. Me observa com um olhar de reprova, como se avisasse: “Vou contar a sua mãe!”. Mas não tenho culpa. Além disso, nenhuma para se perder essas noites de sono. Não me sinto culpado por nada, tenho a mais plena consciência de todas minhas ações e palavras. Aliás, culpa é algo que exclui das minhas noites e dias. Só devemos nos sentir culpados por coisas que fizemos e que prejudicaram outras pessoas, diretamente. Aliás, mais fácil alguém me prejudicar que eu a alguém, devido ao meu histórico de bondade excessiva. Mas passado às cinzas resta; o fogo que está queimando e as folhas em cima da mesa prestes a serem jogadas nas chamas me interessam mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda permaneço sem nenhum sinal aparente de sono. Nenhum bocejo ou aparente cansaço mental ou físico. O quadro permanece no mesmo lugar, nele uma árvore sombreada que resiste em meio a um rio, um lago. Por entre as frestas da janela em tom escuro, a claridade do sol começa a aparecer, ainda bem fraco, e com a luz artificial apagada o quarto assume ainda aquele tom matinal de lugar fechado, onde tudo permanece escuro, mas nítido. Não entendo ainda o porquê dessas noites de insônia, não é nenhum medicamento, nenhum efeito colateral. Mas se tentar compreendê-la, seria uma preocupação, algo que me tiraria mais o sono. Então, que essas minhas novas noites apenas me tragam coisas boas, sem precisar perder o sono para ganhá-lo novamente. No final, mais um paradoxo. Mas o que seria melhor para um tema como a insônia? Uma oposição entre dia e noite seria clichê demais para mim. Então, um paradoxo entre perder sono e ganhar tempo. Como na vida, algumas coisas se esvairão, mas em contraste outras serão adicionadas. Como em uma balança que deve sempre manter-se equilibrada. Em paz."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;(Texto produzido dia 14/01/11)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-7380637749658341433?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/7380637749658341433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=7380637749658341433' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7380637749658341433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7380637749658341433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2011/01/insomnia.html' title='Insomnia'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-6012745127026640497</id><published>2010-12-10T01:52:00.004-02:00</published><updated>2010-12-10T13:49:23.076-02:00</updated><title type='text'>Desabafo de mais um fim de ano</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;“&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;nos atrás eu estranharia esse sentimento, essa falta de ar que toma conta do peito vazio. Às vezes o que toma conta dentro do peito é mancha negra, que vai consumindo minuto após minuto, cada esboço de esperança. Se existe algo que eu mais confio é o que escrevo. As palavras ditas, mencionadas não podem ser apagadas com uma simples borracha. Estão ditas, é convicção, é o que naquele instante a mente sentia e o coração pensava. A união delas, as sentenças, entra como flecha, dissolve-se no peito e corrói. Ajudam apenas essa infestação negra no peito aumentar. A felicidade alheia é vista como um ataque, a ausência desse tipo de esperança, de alegria nessas épocas do ano machuca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por isso que sempre escrevo aos fins de ano. É a época em que todos os delírios de felicidade tomam conta de todos. Isso seria mágico, seria bonito. Mas apenas seria. Para mim não é. Não consigo ao fim de um longo ano conseguir enxergar as estrelas e as lindas renas que circulam pelo ar, em um espírito invisível. Inevitável que essa época chegue,que coisas novas venham. Aliás, seria mais do que necessário mudanças, modificações. É imprescindível. Porém, terminar um ciclo, um ano, respirar um ar novo, podre por dentro, com manchas cinza corroendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Comemorar festas que não são minhas. Sorrir para não ter os olhos perdidos em algum ponto baixo do horizonte. Não pediria nada demais para mim. Se Papai Noel existisse, ou algo superior a nós, que pudesse nos presentear com o que queremos, ou que nos ajude a cumprir nossas missões, nossos objetivos. Não quero ser muito depressivo, apenas quero que entendam que não posso achar mágica em uma data que apenas me deixa ainda mais descontente com o que eu fiz. Ano após ano. Um misto de arrependimento, de dor por se sentir tão vazio por procurar coisas que são extremamente distantes do que eu realmente posso obter. Talvez erre todos os anos por desejar sempre o máximo que eu puder, sem medir esforços e conseqüências. Por ser tão ingênuo ao enxergar, almejar o mais alto, sem ver a estrada que pode custar os pés. Eu deveria desejar menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esse talvez seja meu erro, meu pior defeito. Talvez deva listar mais alguns, caso Papai Noel leia isso, e julgue definitivamente se ele vem ou não. Além de sempre desejar muito, eu desejo os dos outros. Infelizmente, a grama é mais bem cuidada, verde, reluzente ao lado do que por aqui. O Natal nunca me tocou. Nunca ele beijou minhas mãos, me encarou e seduziu com os olhos e disse que me queria. Profundamente, ele nunca me tocou de leve pelas costas, beijou a minha pele, me abraçou forte e pediu para que eu ficasse naquela noite. Os outros possuem isso, eu não tive. Invejo quando o Natal toca dessa maneira, invejo o ódio, invejo o amor alheio. Algumas pessoas amam tão pouco e isso parece ser o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Defeitos múltiplos, minha habitual mudança de humor que hostiliza ainda hoje a tantos. Extremamente mimado, o que faz com que tudo que eu faço deve ser o melhor de mim e as pessoas devem ver dessa maneira. Se não o vêm, ou a partir do momento em que me torno apenas mais um em meio de poucos que foram escolhidos, tento fugir, esquecer. Um covarde, fraco, monstruoso, sofredor. Tantos adjetivos, substantivos que podem se fazer uma lista que tenho certeza que eu, de dez qualidades listadas, apenas uma me agrada, ou que pense que seja verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não sou perfeito, nem almejo ser. Mas queria pelo menos saber como é esse Natal, esse espírito que contagia a todos. Não é o Natal, o ano-novo. A cada final de ciclo, paramos nossa vida para colocar na balança as coisas que fizemos, o que alcançamos. Saúde, paz, alegria são tão relativos. Claro, esqueci mais um adjetivo: complicado. Uma mente complicada, complexa, emaranhada. Traumas, medos que daqui de dentro desse quarto escuro fazem sentido. Para outros, não mais. Antes eu passaria despercebido, agora as coisas estão expostas, minhas feridas estão ao ar, apodrecem e começam escorrer sangue velho e grosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Às vezes me pego no topo do mundo, olhando o horizonte, cheio de nuvens, trovões, raios em minha volta e aqui dentro de mim, com as janelas e persianas fechadas, tudo parece pior. O mundo no curvar do olhar perdido parece novo. O que permanece por esses montes não consegue deteriorar, como uma doença que te tira forças, mas não te consome. Como em um vício, dia pós dia, uso depois de uso, já fixa, invade e eu não posso renunciar. De cima, apenas o vento consegue ressoar nos ouvidos, os olhos depositados no meio das nuvens que começam a precipitar uma cortina de água, que lentamente chega ao chão, como um grande cobertor que cobre uma terra distante, mais verde, mais próspera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma terra que apenas fica nos meus sonhos, no fundo dos olhos. Fins de ano me fazem pensar em como todos podem estar feliz, se apenas eu consigo ser tão miserável com minha própria vida, ou fazê-la assim. Se o sentimento de felicidade por acabar um ano se aproxima, eu me afasto dessa realização por ser tão longe de mim. Não posso comemorar os olhos cansados, as mãos que mal são tocadas, a boca franzida. Não posso reclamar da minha vida. Aliás, nunca se deve, mesmo quando escapa algo dos lábios. Fins de ano me mostram apenas o quão posso ser pequeno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que eu gostaria não importa mais saber, se nem Papai Noel ou o que presenteia a todos com dons e vontades puderam fazer. Mas se vale, meu presente ideal seria não ser mais um na estrada curva inevitável. Não ser uma pessoa que caminha, deixa suas marcas pelas casas ao longo da floresta mal-iluminada. Não gostaria mais sentir que tudo não é suficiente, que as ações ao longo do ano foram apenas parte da vida de alguém, enquanto, a minha própria, estou escrevendo sozinho, com uma caneta de pena cinza velha, que falha em cada traço. Como se eu em cada erro, deslizasse e não manchasse o papel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fins de ano representam esperança, mudanças, expectativas. Enquanto acreditava em Papai Noel, nada acabava. Quando tudo parece estar sem sentido, sem forma, a vida se repete, o marasmo acontece. Tudo novamente, como uma grande peça de teatro que se repete, ano após ano. Arrastam-se as dores, benzidos os enfermos e abençoados os que comemoram. Quanto menos se sentir, mais letal e menos doloroso. Mais sentimentos, mais mortal e mais doloroso. Natais, fins de ano são para pessoas que possuem algum traço de esperança, que confiam e esperam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já esperei, confiei no tempo, em mim, em o que poderia. Mas permaneço sendo o mesmo dentro das metamorfoses que eu só encarnei. Não digo de uma época, de um período. Digo por uma pequena estrada que percorri, os jardins que cuidei e que outros sentiram o doce perfume que exala a pele lisa. Menos eu. Se Papai Noel puder um dia ler o que eu escrevo, queria apenas que ele realizasse meu desejo de me dar um carro, ou talvez uma conta bancária mais recheada. Tudo bem, não adianta pedir essas coisas. E Papai Noel não existe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Desejar uma transformação, talvez que alguém reacenda essa esperança seria também pedir muito. Daqui do topo do mundo, estou quase à mesma altura do céu, e o que eu vejo são luzes, estrelas. Todas elas brilham, e eu que parecia estar perto e poder tocá-las, apenas observo, sem luz, com os olhos apagados, desejando apenas que o peito tomado pela escuridão possa brilhar mais uma vez. Eu realmente não sinto que deveria comemorar. Eu não gosto de finais de ano. Não acredito neles nem em finais felizes. E finais felizes não existem, também.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;(Texto produzido dia 09/12/2010)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-6012745127026640497?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/6012745127026640497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=6012745127026640497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6012745127026640497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6012745127026640497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2010/12/desabafo-de-mais-um-fim-de-ano.html' title='Desabafo de mais um fim de ano'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-8223283711998365406</id><published>2010-06-13T22:56:00.001-03:00</published><updated>2010-06-13T23:14:44.689-03:00</updated><title type='text'>23</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 14" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 14" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCLAUDI%7E1%5CIMPOST%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCLAUDI%7E1%5CIMPOST%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCLAUDI%7E1%5CIMPOST%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;"&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;C&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;uidado com o que deseja&lt;/i&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca paramos para pensar realmente o que se passa durante um ano da nossa vida. Todas as idas e vindas, os sentimentos, as pessoas que passaram. Tudo em um ano não pode ser resumido em algumas sentenças, meras palavras. Pessoas até dizem que a única coisa que se pode notar é o envelhecimento. “Nossa, como ele ficou com ar de mais velho”, “Reparou nas rugas?”, “E o cabelo branco, ou a falta de?”... Na realidade, não se pode afirmar desta forma. Não por indelicadeza. Mas pelo fato de que apenas parecemos mais velhos a partir do momento em que perdemos a perspectiva de vida, de esperança. Quando a dor do viver ultrapassa a vontade de alcançar. Parecer mais velho que sua verdadeira idade nada tem a ver com parecer cansado. Tem a ver com esperar a vida passar, cruzar os braços, deixar que o tempo escorra através de um furo na pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes 23 anos muita coisa já aconteceu para ser descrita. Aliás, vinte e três. Engraçado como as idades marcam a vida das pessoas mesmo sem ter um fato a ser ressaltado. Seria apenas “tradição”. Os dezoito anos, os quinze, os vinte, os trinta, os quarenta e cinco, os sessenta e até os vinte e quatro. Mas 23, não há alguma superstição, alguma decisão prévia a ser tomada, nenhuma mudança corporal para ser explorada. Idade sem poesia, sem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para mim, 23 anos podem significar mudanças. Tudo vai começar no pontapé inicial. No dia do meu aniversário. Acreditei desde pequeno que o dia em que eu completo anos é um dia mágico, um dia até mesmo de esperança. Para mim, aquele dia seria o espelho do que viria durante os trezentos e sessenta e cinco seguintes. Se fosse um dia calmo, um ano calmo. Um dia turbulento, um ano turbulento. Pensando bem, tem dado até que certo. Uma boba superstição, mas que pode até me render uma carga extra de vontade de seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aniversário de 23 anos bom seria aquele que eu não pense muito. Que haja mais ação. Um dia que eu sorria, chore. Mas nada ao extremo. Um dia até que morno. Estou pedindo um ano de calmaria, um ano de mais paz... Pelo menos sentimental. Já no profissional, queria um ano corrido, então devo correr, tem que ter ação. Está certo. Estou pedindo demais. Ou é calmo, ou é corrido. Queria a combinação perfeita entre o vermelho e o azul. Entre o salgado e o doce. Entre o antigo e o contemporâneo. Queria um dia que refletisse um novo ano, que tudo se misturasse, se absorvesse lentamente. Nada de mais um ano conturbado. As lições que tinham para ser aprendidas, dos vinte aos vinte e dois já foram suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia em que reflexões sobre a vida tomem novas perspectivas. Aliás, nem que elas existam. Já passamos muito tempo vivendo perguntando o que é a vida. Sendo que a verdadeira questão é “como viver a vida”. O que encaramos em cada instante, cada segundo não importa. Importa como o fazemos. Perdemos tempo olhando para o horizonte pensando em um futuro que pode até parecer mais irreal do que distante. Perdemos. O futuro a ser pensado é aquele que está debaixo da ponta dos nossos pés. Aquele degrau que nota-se ao toque, bem rente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consome-se muito o futuro, o passado, o presente. Banaliza-se. Explora-se. Descontextualiza-se. Esquecemos que a vida de um ser humano, seus sentimentos, sensações, vivências ultrapassam apenas três tempos. Cada idade, cada instante pode ser um tempo diferente. Hoje sou um pretérito do subjuntivo. Daqui minutos, quero ser imperativo. Amanhã um presente do indicativo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obstáculos vão existir. A distância, a procura pela felicidade não está logo aqui. Ou está. Ninguém sabe. Apenas saberei se a felicidade está ou esteve aqui, quando sentir. Mas ninguém sente. Ou eu sinto. Ou ninguém sentirá. Pena, falta, compaixão. Devo sentir? Talvez daqueles que me queiram mal, dos que me queiram bem, dos que se perderam em vão, respectivamente. Ou não. Inimigos virão e devem vir, sim, afinal são eles que nos fortalecem e ensinam que um mal não justifica outro. Amigos virão e devem ir, pois aqueles que você mais gosta não podem ficar presos, já que sentimentos libertam e não aprisionam. Perdidos e perdedores virão e devem se sentar para que ouçam onde erraram, o por quê não fazer dessa maneira. Talvez eu seja todos eles ao mesmo tempo. Talvez não seja nenhum. Apenas sei que posso ser, se eu quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que na hora de inclinar-se na própria vida. Na minha vida, em mim. Não quero mais enxergar por dentro, fazer um autoconhecimento. Disso, todos nunca saberão. Ninguém sabe ao certo o que é até encontrar-se em uma situação inesperada ou extrema. Não nos reconhecemos em diversas ações, palavras, por não sabermos exatamente o que somos. Não sei quem eu sou e prefiro dessa maneira. Ou não. Quem sabe, daqui alguns dias, mude de ideia. Mal de geminiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas, nesse ano que os 23 chegam, o desejo é ser realizado. Tudo antes estava sendo escrito, e agora está na hora de sair desse plano virtual das perspectivas. Hora de mudar, de se reinventar. 23 não pode ser um ano cabalístico, mas pode ser um ano forte, de ações, expectativas alcançadas e de realizações. Clichê é, mas pelo menos vem me consumindo interiormente esses desejos. Sábio quem disse que “Você é o valor que você próprio se dá”, e igualmente aos seus sonhos. Basta agora cantar parabéns, apagar o isqueiro no lugar das velas, comer o pedaço do tradicional bolo junino de morango. E desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... &lt;i&gt;pois pode se tornar real&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: xx-small;"&gt;(Texto produzido dia 13/06/2010)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-8223283711998365406?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/8223283711998365406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=8223283711998365406' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/8223283711998365406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/8223283711998365406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2010/06/23.html' title='23'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-5336920316070747939</id><published>2010-04-04T17:41:00.002-03:00</published><updated>2010-10-15T02:43:18.793-03:00</updated><title type='text'>Neblina</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; noite parecia mais escura naqueles dias. Era a neblina que envolvia com seu mistério os postes de luzes amareladas, os prédios com suas poucas janelas acesas e os faróis dos outros carros que se locomoviam lentamente, desviando um dos outros, das ruas pequenas, dos sinais de trânsito que os impediam de seguir em frente e manter uma velocidade mediana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O rádio permanecia ligado e, a cada música, o motorista tirava o pé do acelerador ou fazia com que o carro corresse mais. Dependia do ritmo, da forma com que ele fosse envolvido. O condutor não fazia de forma abrupta as oscilações de velocidade. Mantinha o pé encostado ao eixo de aceleração, a mão direita, quando necessário tocava levemente o câmbio, mas maioria do tempo, auxiliava a mão esquerda que permanecia ao volante, segurando também um cigarro que queimava lentamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os olhos do condutor percorriam, por um segundo, todas aquelas ruas, uma por uma, ele as visitava, conseguia enxergar cada casa, cada cão de guarda, cada jardim bem cuidado ou não, cada reflexo da televisão ligada no vidro da porta. Quando se notou, tudo parecia em câmera lenta, apenas o que suas lentes recebiam seria o flash de luz dos automóveis, das poucas motocicletas, dos semáforos, e seus possíveis reflexos nas vitrines das lojas, nos tênis brancos luminosos dos transeuntes, nos retrovisores em movimento. O que captava: reflexos, sinais, todos lentamente processados. Talvez refletissem a paz de espírito que sentisse. Mas não era isso. Diante decisões, problemas, dúvidas, o motorista apenas dirigia na neblina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ele não estava sozinho. Tinha alguém ao seu lado. Em silêncio, mas estava lá. O mesmo silêncio que ele ouviu na outra noite. Ambos permaneciam quietos, o sinal fechou. O carro foi parando lentamente, enquanto a velocidade ia diminuindo, os olhos do motorista abaixavam-se para o asfalto negro, úmido da chuva que havia caído durante a tarde. A mesma música da outra noite começava a tocar. As mãos do condutor começavam a tremer, o sangue parecia gelar a cada batida, um arrepio subia pelas costas. Estava lembrando-se da outra noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O silêncio era tanto que se dava para ouvir a respiração deles. Não estavam mais conversando, discutindo. O que se ouvia eram as respirações ofegantes. Ele, o motorista que antes era o ouvinte, não precisaria se aproximar da porta, nem sequer fazer algum esforço. O que acontecia naquele quarto era passível de visualização. Naquela noite, a neblina não estava do lado de fora, estava dentro dele, do quarto, da casa. As mãos dele tocando com força as costas dela, os corpos despidos que se juntavam frente a frente, os seios dela roçavam no tórax nu. A respiração parecia aumentar, o ar ficava sem oxigênio como se uma fumaça branca tomasse o quarto lentamente. Ela estava sentada sobre ele, os seus membros já tocados, molhados de um quase gozo, de um delírio que guardavam para o final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O movimento começava a ficar intenso, ela se virava sobre seus joelhos no colchão. O rapaz em estado de ereção encaixava-se nela por trás, segurando-a pelos cabelos, como se fosse trotar em um cavalo arredio. Ela agarrava o lençol bege da cama, estendendo seus braços sobre a cama vazia. Os olhos de ambos permaneciam fechados, abriam-se lentamente para um descanso da mente, para que os olhos pudessem gravar aos poucos o momento, a repetição. Ele, com seu membro ereto, ia para frente e para trás em um movimento que se firmava mais forte, a cada final de ciclo. Os gemidos baixos se faziam alto, os toques de pele que estalavam se tornavam presentes a cada segundo mais. As mãos dele agora seguravam os seios dela, as pontas dos dedos acariciavam ambas as auréolas, pressionadas pelos entre dedos, o que a fazia soltar um grito abafado de prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do outro lado da porta, os olhos fechados faziam da cena mais lenta na cabeça do quase espectador. Os corpos voltavam a se encontrar frente a frente, boca a boca. As línguas dançavam em um ritmo que seguia a música tocada pelos membros, freneticamente, aumentando. Os dentes eram colocados no pescoço, uma mordida para que se evitasse soltar mais um grunhido, a respiração permanecia forte, mas era interrompida pelos lábios dela que sugavam a pele do pescoço dele, fazendo com que ele puxasse o ar pelos dentes. Ele começava a abaixar a cabeça e começava a lamber a pele nua da garota, beijando-a, mordendo-a, até que ele chegasse no meio dos seus seios. Tudo acompanhado pelo compasso de seus membros que permaneciam juntos, vezes mais longe os pelos, vezes mais próximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A inércia do lado de fora de opunha ao movimento que se fazia dentro, do barulho constante. Como os carros que tinham passado pelo sinal aberto, enquanto o motorista de olhos baixos esperava. A neblina na rua fazia com que tudo se misturasse em uma memória apenas, fazendo com que a frente do motorista o preto do asfalto fosse um precipício para suas lembranças. “O sinal abriu”, disse a companhia ao seu lado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ele, como se votasse de um transe, olhou para a pessoa ao seu lado com lentidão, os olhos ainda baixos focalizavam o painel do carro, cheio de cores, verde, amarelo, vermelho. “Põe a luz alta, o farol baixo não está ajudando na neblina”, completou o acompanhante. Mais uma vez, o condutor parou o movimento com os pés, olhou fixamente os olhos do outro. O carro começava a andar lentamente, o sinal fechara novamente, dois carros começavam a cruzar a avenida cada um vindo de um lado oposto, freadas bruscas, corpos para frente e para trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os três carros parados no semáforo. Dois faróis com faróis e um ao centro. Mãos ao volante inertes. A neblina enganou a todos. “Está tudo bem?”, perguntou o motorista. Com uma afirmação com a cabeça, o passageiro passou a mão pelas pernas, mostrando ansiedade. Os outros dois carros permaneceram um frente ao outro, dando sinais de luz para que o outro prosseguisse. “Desculpa”, era só o que ele conseguia falar ao engatar a primeira marcha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O passageiro não era ninguém da outra noite. Na realidade, para o motorista, não era mais ninguém fazia algum tempo. Ao chegar ao destino do acompanhante, os dois se entreolharam, esboçaram algo indefinido pelas suas bocas. “Me diga o que você quer ouvir”, começou o acompanhante. Os postes amarelos não iluminavam tão bem a rua por causa da neblina, o carro permanecera ligado com os faróis baixos. “Cansei de sinceridade, cansei de ter segredos, cansei de enxergar”, sussurrou o motorista. Ambos permaneceram em silêncio, e após se despediram com um beijo carinhoso que selava os lábios. Fechando a porta, o passageiro apenas disse, apoiando-se na janela do carro: “Não pisque, a neblina está muito forte. Faróis altos, certo?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enquanto se distanciava, quarteirão por quarteirão, o motorista via pelo retrovisor a pessoa que estava parada ainda em frente a casa, tentando reconhecer na neblina os faróis vermelhos do carro ficando mais distantes. O motorista precisaria ligar os faróis altos, mas tinha receio de enxergar mais profundamente na noite. Os faróis baixos durante um dia de neblina funcionavam perfeitamente, o que não se pode ver a olhos nus apenas pode ser sentido de noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os dias começavam com uma neblina espessa no meio da multidão, dos carros. A necessidade de enxergar tudo não valia o processo de se ligar os faróis. A bateria estava acabando, o peso no porta-malas era grande. Com os olhos baixos, o motorista daquela noite começava a caminhar devagar pela manhã pouco iluminada, como se algo em seus ombros doesse, como se as buzinas, os barulhos dos motores fossem entrando na sua cabeça e se tornavam indiferentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Me diga o que você quer ouvir”, relembrou o motorista da fala do passageiro daquele dia. “Algo que não machuque os meus ouvidos. Algo que a neblina esconda e que ninguém mais possa nem ver, nem ouvir”. Quanto maior é o esforço para se ver na neblina, menor é a velocidade percorrida, menos desloca-se. Quanto maior a neblina, maiores os mistérios, os murmúrios, as dúvidas do que pode estar bem à frente. Os dias pareciam mais escuros naqueles dias."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Texto produzido dia 04/04/10)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-5336920316070747939?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/5336920316070747939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=5336920316070747939' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/5336920316070747939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/5336920316070747939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2010/04/neblina.html' title='Neblina'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-2609531498093069345</id><published>2009-11-08T04:09:00.006-02:00</published><updated>2009-11-08T04:25:51.409-02:00</updated><title type='text'>Em jogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;É&lt;/span&gt; o preço que se deve pagar quando há tanto em jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no jogo, não há limites, não há regras, não há segredos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As regras, os próprios participantes devem fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os segredos, cada um deve guardar para si para proteger quem permanece do outro lado da porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os limites. Ah, os limites! Quanto mais se aproximar deles, mais alto você deve percorrer. Em um mundo onde os limites são invisíveis, o jogo permanece sem uma linha de chegada definida e muito menos onde se espera chegar. Se é que se deve esperar. Ou se chega em algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O preço para isso é a consequência do viver. Viver é andar no limite e fazer com que ele sempre esteja ali, porém ultrapassá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver é esquecer das regras mas deixar claro o que se deve fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver é manter em silêncio o que você gostaria de gritar para todos ouvirem, e baixinho, no pé do ouvido sussurrar: é segredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver é um jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida sem regras, sem segredos e sem limites não é vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vida é saber de tudo sem saber de nada. Apostar errado sabendo que pode ser o certo. Correr riscos, cometer deslizes, ter dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, no que você vai apostar hoje?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;(Texto produzido em 8 de novembro de 2009)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-2609531498093069345?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/2609531498093069345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=2609531498093069345' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2609531498093069345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2609531498093069345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2009/11/em-jogo.html' title='Em jogo'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-1286511218460294052</id><published>2009-06-26T15:56:00.003-03:00</published><updated>2009-06-26T22:16:02.580-03:00</updated><title type='text'>Calor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que voce pretende fazer agora que voce nao teme mais a verdade?" Perguntou ela, olhando para os olhos dele cheios de lagrimas. Estavam os dois parados, respirando fundo, procurando algo em que se agarrar. Algo que os fizesse se mover em direçao opostas, mas que com a força do tempo, apenas voltavam mais e mais outras vezes a encontrar os olhos, que mesmo focados em algo, continuavam perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nao sei. Apenas eu tenho certeza que eu nao quero mais isso para mim." Disse ele, com uma das lagrimas dela escorrendo pelo pequeno rosto branco entre os cabelos loiros lisos. Seria dificil para ele sair daquele lugar onde estava, depois de lutar tanto pelo que queria. Agora que tinha em suas maos, perdia. Nunca seria o suficiente para ele. E para ela, nunca seria da mesma forma. Ele apenas queria se sentir mais livre. E ela mais segura. Confiança naquele momento nao serviria para nada. Nao adiantaria ele segurar as maos leves dela com as pequenas unhas pintadas com um esmalte vermelho, perfeitos em seus detalhes minimos. Nao adiantaria mais qualquer tipo de carinho que ele fazia no rosto dela com o polegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que fizemos isso com a gente?" Sussurrou ela, em meio as lagrimas. Lagrimas que faziam com que ele fechasse os olhos para segura-las. Ao fechar os olhos, ele se lembrava daquela noite. As duas garotas morenas sobre o seu colo. As maos delas passando pelo seu corpo moreno, que aos poucos ficava arrepiado. Ele jogava a cabeça para tras, seus olhos viravam a orbita. As duas morenas continuavam a passar as suas maos pelo corpo dele. Uma delas enquanto passava lentamente a mao na nuca dele e depois pelo pescoço, beijava seu rosto. A outra, mais baixa e um pouco menos bonita que a primeira, fazia caricias circulares no peito do rapaz. Ia perto de seus pequenos mamilos até seu abdomem, em um movimento de ir e voltar, segurando a surpresa, o momento crucial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Voce nao estava aqui." Respondeu ele ainda de olhos fechados e com a cabeça baixa. Ainda conseguia imaginar o que as garotas lhe fizeram. Pouco a pouco, ambas se aconchegavam em seus braços, a mais alta que usava um pequeno colar dourado que combinava com seus brincos de argola e grandes, continuava a beija-lo na nuca, os arrepios tomavam conta dele. Ele a segurava pela cintura, apertando as coxas grossas dela, levantando um pouco da sua saia. A respiraçao dela tomava um ar pesado, rapido. A mais baixa saiu do colo dele, agora em pé tirava sua blusa, ficando apenas de sutia. Um sutia preto rendado. Olhando para o corpo do rapaz, se ajoelha e começa a desabotoar as calças dele. Ele, em um impulso, apenas tira os sapatos e os lança longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu achei que seria bom para nòs esse tempo." Ela resmungou ainda com as lagrimas nos olhos. Ele estava ainda de cabeça baixa com a camisa que ela lhe havia dado em seu aniversario. No pescoço dele, ainda permaneciam as marcas daquela noite no parque. A menor das garotas começa a passar a mao pela perna musculosa e com alguns pelos dele. Ia perto do joelho e voltava perto da cintura. Ela apenas conseguia se focar no que estava por baixo da cueca que o rapaz usava. Uma cueca azul marinho. A outra começava no calor do momento a levantar sua saia, deixando com que as maos grandes dele tivessem mais area para segurar. Ela começava a morder de leve a orelha dele, ele procurava o rosto dela, nao encontrava, mas mordia o pescoço da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, entao eramos livres." Aumentando o tom de voz, disse ele voltando a olha-la nos olhos. Nao tinha que ser dito nada, ela ja sabia do que tinha ocorrido aquela noite. Ele mesmo contou para que nao acontecesse enganos. Por mais que se evitem, enganos sempre acontecem. Ele, mais do que ninguem, continuava a se enganar. Sentada no banco, a mais alta das duas começava a beija-lo. As duas linguas se encontravam. Ambas estavam quentes, salivavam por aquilo. Ele ainda permanecia de olhos fechados, sua respiraçao procurava o instinto dos animais. Com força, ele puxou a garota que o beijava contra seu colo, colocando suas maos na cintura nua dela, alisando a pele macia e jà arrepiada da garota. Enquanto a outra, o alisava nas pernas, segurando em seguida o que preenchia o azul marinho que ele vestia. Com força, com desejo, fazendo com que ele respirasse fundo e rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Voce foi o unico para mim." Voltou ela a chorar. Com um movimento delicado, as maos dele enxugavam as lagrimas que escorriam pelo seu rosto, fazendo com que ela virasse sua cara e fizesse da sua mao um encosto. As duas garotas permaneciam ali, uma sobreposta a outra. Uma ocupada em beija-lo e apertar os musculos do braço dele. A outra seguava em sua mao, deslisava aos poucos as pontas do dedos no calor dele. Ele abria os olhos. Em um impulso, colocava novamente suas calças, se despedia rapidamente das garotas, ajudava a mais baixa a procurar sua blusa. Com pedido de desculpas, disse que nao poderia fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas nao deveria. Eu nao sou quem voce pensa." Disse ele tirando a mao do rosto dela, fazendo com que ela abrisse os olhos lentamente. Ela sentia vergonha de ter que falar com ele novamente, em passar por cima da vontade de seus amigos, da sua familia. A maior das duas morenas o pegou pela mao, o abraçou com força. Ele nao retribuiu o abraço, ficou imovel com os olhos abertos. Ela deslisou suas maos pelas costas dele, puxou a camiseta dele para cima e o beijou desejosamente o seu pescoço. Ele segurou as maos dela, esquivou-se e começou a andar, sem dizer uma sò palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei quem voce é. Tenho certeza quem é o homem que eu amei." Lembrou ela, irrugando sua testa delicadamente, contraindo os labios. Ainda ela lembrou-se de quando ambos fugiram para uma outra cidade quando o pai dela morreu. De quando entregou para ele o presente de um ano de namoro, uma foto que tiraram nas ferias, com a praia e o com o grande sol vermelho com tons de laranja se pondo ao fundo. De quando ele a surpreendeu no dia do aniversario dela vestido de um personagem de desenho animado. De quando, pela primeira vez, a vontade dos dois se uniu em uma noite com pequenas velas acesas, em uma cama grande e com um perfume dos instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nao somos mais o que eramos." Engolindo a seco, disse ele. As lagrimas de ambos começava a escorrer. Um pequeno sorriso de canto de boca esboçava no rosto de ambos o que perderam. Entre as maos, as bocas de deixam levar. Entre as maos, a febre acaba. Entre as maos dadas, nenhuma palavra seria dita. Apenas um abraço apertado, com os olhos abertos, para as lagrimas escorrerem. Ficariam ali, abraçados até quando se sentissem livres daquele calor. O mesmo calor que fez com que ele procurasse onde se aquecer. O mesmo calor que fez com que ela se aproximasse do seu colega de faculdade. Em um abraço, ambos se juntavam para se separem. Entre as maos, perdiam o que tanto desejavam mas que agora nao era possivel mais segurar. Nas lagrimas, caiam por terra o que em tanto tempo atras lutavam para conseguirem voar. Amarrados um ao outro, nao seriam livres. Naquele abraço, se desvinculava o que mais atormentava: o desejo de ser livre. Eram livres, mas estavam unidos ali. A partir de entao, cada um procuraria seu ceu, seu sol, seu calor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 26/06/2009)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-1286511218460294052?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/1286511218460294052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=1286511218460294052' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/1286511218460294052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/1286511218460294052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2009/06/calor.html' title='Calor'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-6065880219885007656</id><published>2009-06-14T00:06:00.006-03:00</published><updated>2009-06-14T00:40:55.201-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo</title><content type='html'>"&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;T&lt;/span&gt;alvez se&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ria a primeira&lt;/span&gt; vez que ele a via. Pouco a pouco, com o comboio a chegar, o coraçao dele batia cada vez mais acelerado. Com o amigo do lado, comentava sobre qualquer assunto banal para esconder as maos suadas e o nervosismo que afloravam a sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesma pele que depois de algumas horas de conversa com ela se sentiria mais a vontade ao ser tocada. Os risos começavam a ser incontrolaveis. A sensaçao de ja a conhecer de algum lugar o fazia relaxar, pouco a pouco. As maos suadas se apertavam, lentamente, uma contra a outra, para procurar o que dizer, para segurar as pequenas besteiras que dizia. Na realidade, ele começava a entender que quanto mais ela se divertia com ele, mais ele ficava a espera de algum toque, de algum contato fisico para que pudesse colocar a cabeça para baixo e depois levantar o olhar lentamente e ve-la se recompor do riso largo e bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo riso que ao longo do tempo o faria estremecer, deixar para tras tudo que ja havia passado. O passado aos pobres e errantes pertencia. Naquele momento, eram ricos e estavam fixos ali. Um de frente para o outro sem saber o que fariam, que coisa comeriam. Os sorrisos nos olhos demonstravam o que ali acontecia. Nao era preciso mais nenhum gesto, nenhuma palavra, nenhuma forma de expressao velha ou inusitada. Era preciso apenas aquele olhar, aquela forma de se expressar, aquele olho no olho que apenas o quarto, com a lampada de iluminaçao amarela, moveis, cadeiras e estantes de cores afins, poderia entender. Nada deveria ser entendido a partir daquele instante. Os arrepios, o calor, o frio na barriga, o coraçao disparado seriam reflexos de apenas olhares que procuravam um porto seguro e de poucos toques na pele branca, macia, com um cheiro levemente adocicado como o sabor das pequenas frutas do bosque encontradas na primavera nos tropicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo sabor que quando ela pediu para que ele fizesse companhia na noite, ele recusou. As frutas do bosque possuem um aroma doce, um gosto leve e um leve toque acido. Como se as frutas soubessem que por serem tao desejadas, nao poderiam ser ingeridas por serem acidas. Nao amargas. Com a mesma rapidez que o acido da polpa entra em contato com a lingua viva, ele negava o convite. A cada "nao" pronunciado, seu coraçao denunciava uma taquicardia, leve e fulminante. Ela se despediu, disse que iria dormir. Ele apenas começou a arrumar suas coisas, pensando novamente em que parte do "sim" seria mais dificil de dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo "sim" que as pessoas utilizam com tanta falta de vontade e assumindo culpas que nao sao delas. Pelo menos, nao mais. Ela se deitou e o chamou para se aproximar com seu livro de desorientaçao. Ela se deitou e ele apenas se sentou perto dela, na cabeceira da cama. Querendo ler o que ele escrevia, ela colocou seu rosto sobre as pernas dele. Para ele foi inevitavel a abraçar e fazer de seu braço um travesseiro um tanto quanto incomodo. Mas ela parecia bem naquele braço, os risos ainda continuavam, escondendo a forte vontade que ele sentia de abraça-la e te-la definitivamente em seus dois braços. Um seria pouco para o que ele sentia. As palavras soltas, o coraçao que saltava, os arrepios que lhe gelavam e aqueciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmo arrepios que ele sentiu quando se deitou ao seu lado na cama depois de muito renegar seus desejos. Os braços dela pareciam perfeitos naquele instante. Era o que ele queria sentir. Mas eram poucos momentos em que ambos sentiam o calor dos corpos. Ela se virou na cama, ele a encarou. Os olhos falavam palavras que nao existiam. Eles se aproximavam pouco a pouco, a respiraçao se tornava leve e pausada. Ela salivava, ele lambia seus proprios labios pequenos. Um sorriso envergonhado interrompeu a aproximaçao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo sorriso que as pessoas continuam a esconder no dia a dia. Escondem por se sentirem mais vulneraveis a erros. Erros todos cometem, mas nunca se deve temer viver, sonhar por causa de um sorriso que ja nao se parece tao doce como era. Os milagres acontecem em pequenos gestos, em pequenas esperanças, em pequenas surpresas que nòs deixamos entrar na nossa vida. Os milagres sao como sorrisos singelos. Apenas acontecem se estamos abertos para que aconteçam. Ele segurou a mao dela, a olhou novamente nos olhos, as testas se encostaram, as respiraçoes se tornaram uma so. Os olhos serviriam apenas para que a escuridao trouxesse claridade. Que aos poucos, o instinto e vontade procurassem o encontro dos labios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos labios que se perguntavam para o espelho se ele estaria bonito hoje. Cada um sabe o que vale. Se alguem ainda nao encontrou a pessoa certa, de alguma forma para superar o peso, os labios serviam para questionar, conversar. O beijo seria apenas uma forma de selar um acordo entre ambas as partes. Estariam dizendo que para mim, voce me agrada. O comboio ja estava a partir. O coraçao dele estava mais leve, mais calmo. Apenas batia mais forte por saber que toda aquela espera, ainda deveria esperar. A pele, o riso, o sabor, o "sim", os arrepios, o sorriso, os labios. Todos poderiam ser os mesmos, mas naquela hora ele sò desejava mais um. A saudade apenas que ficava. E essa era a mesma de dias."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Texto produzido dia 13/06/2009)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-6065880219885007656?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/6065880219885007656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=6065880219885007656' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6065880219885007656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6065880219885007656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2009/06/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-7869639138095047734</id><published>2009-03-21T14:49:00.004-03:00</published><updated>2009-03-21T21:45:05.400-03:00</updated><title type='text'>Corroi-se</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;azia algum tempo que aqueles pequenos olhos nao tocavam o céu daquela maneira. Talvez eram de mentira. As nuvens cinzentas com formas variadas, o azul claro de profundeza relevante, os montes que pareciam ora perto, ora longe. Tudo aquilo tocado por um par de corneas. Profundas lentes. Nos montes, as pequenas casas expeliam uma mistura de fumaça e vapor pelas chaminés construidas por tijolos de cor branca, que por causa do tempo, ja haviam sido transformados em pedaços de pedras com alguns pontos verdes, cinzas, que mostravam a corrosao que sofriam.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na realidade, tudo se corroi com o tempo. Pensava ele. Tudo. Animais se corroem. Pedras se corroem. Frutas se corroem. Pessoas se corroem. Ate pensamentos se corroem. Porem os sentimentos sao diferentes. Eles corroem primeiro o que esta em volta para, depois de dissolver tudo que ha por dentro, se auto corroer. Talvez os sentimentos se assemelhem a agua. O que corroi as pedras na praia, sao as ondas que insistem constantemente em bater. Quando uma fruta é mergulhada em um copo de agua, ela se dissolve, sem pressa, naquela lenta maresia de poucos minilitros. Corrosiva, a agua tambem se consome.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apoiado com os cotovelos na grade da pequena sacada de azulejos brancos com riscos em forma de raios beges, ele permanecia com os olhos fixos na pequena imensidao que obtinha. Detalhe por detalhe, ele abria sua mente à procura de algo que se assemelhe, e que ja tinha visto. E paisagem parecida com aquela que via de vastos campos com pequenas porçoes de verde, casas construidas no meio do ambiente bucolico, pessoas que passavam devagar na pequena via proxima, vestidas com seus casacos mais resistentes ao frio que fazia, ele nunca tinha visto.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"O ceu esta colorido." Azul, vermelho, um leve tom de roxo e um ponto amarelo central. Analisava ele, apontando. O calor corroia a agua. Seja o calor natural que o sol pode dar, dia apos dia, ou seja o calor artificial de maquinas de aquecimento. De alguma forma, o calor fazia com que a agua fosse embora. Olhando para baixo lentamente, ele sentia vergonha de pensar essas coisas em uma altura dessa. Mexia os pés lentamente, primeiro o calcanhar ia para a direita, logo em seguida para a esquerda, como se estivesse enterrando debaixo da sola algo que quer esconder. As maos entrelaçadas seguravam com força o calor que sentia, contra o pequeno vento frio que fazia nos fins de tarde.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por mais longe que estevam, as pessoas que passavam na rua pareciam proximas, quase como se ele pudesse estender as maos, toca-las por um instante, sentir o calor que saia de seu corpo com um abraço forte, caricias leves, um beijo devagar e molhado com os olhos fechados. Leves toques das maos nas costas largas, com um movimento de ir e voltar intenso, que aos poucos subiam até a cabeça e a segurava com força, puxando um pouco dos cabelos morenos e curtos. As maos faziam com que o movimento das linguas se tornasse mais proximo e intenso, os olhos se cerracem mais fortemente e os labios se abrissem, fazendo com que o contato, antes leve, fosse incandecente, como em uma fonte de calor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aquelas imagens o corroia por dentro. Ao fechar os olhos, pouco a pouco, como em pequenos traços em um album que é aberto e as paginas passadas rapidamente pelas pontas dos dedos, suas vontades ficavam maiores. A solidao e o medo de se fazer compreender pelos gestos e cuidados o tornavam fraco e pequeno diante da serena imensidao que a cornea tocava. A fumaça das casas se fazia mais presente de acordo com a queda de temperatura. Ali estaria a agua. O vapor era aquela pequena porçao de agua que o calor consumiu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O sentimento por sua vez permanecia no ar. A agua nao pode ser corroida. Quando desaparece, é porque esta presente de alguma forma em algum lugar. O vapor, o gelo, os pequenos flocos de neve que começariam a cair do ceu. O que ele sentia nao poderia se auto corroer. Um dia vira vapor, mas na outra noite fria quando nao se podera mais ver a lua crescente no ceu, a chuva cairia e traria para ele novamente todos seus medos, receios e dor que um dia foram tragados pelo vazio do coraçao. O pequeno ponto amarelo central que iluminava o ceu tinha desaparecido. Sobravam rastros de sua luminosa existencia nas cores sombrias que, junto com as nuvens cinzas e esparças, desenhavam figuras sem nexo. Do outro lado, a pequena lua crescente começava ja a refletir a luminosidade que ela mesma nao possui. Ele permanecia ali, admirando aos poucos o que deveria ser consumido por ele proprio, mas nao conseguia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez isso nao pode ser consumido, pensavam seus olhos fixos. Como a agua e o sol, um dia retornam. Diferentes, mas retornam para dar calor ou esfriar mais aquela sensaçao de solidao que um dia o atormentou. Capaz de se fazer entender, ele virou para o lado e disse: “Acho que esta frio para ficar aqui fora, vamos entrar?” A outra pessoa passou em sua frente o olhou e balbuciou: “Faz frio aqui fora.” E antes de adentrar primeiro ao quarto, apontando para as nuvens que apareciam no horizonte, completou: “ Acho que a neve esta chegando!”. Apos que a outra entrou, ele admirou pela ultima vez o ceu, olhando para o lado inverso de onde seus olhos estavam fixos e onde o sol estava: a pequena lua crescente havia desaparecido. A solidao tinha entrado. E seus sentimentos, nem a agua corroia."&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 21/03/2009)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-7869639138095047734?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/7869639138095047734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=7869639138095047734' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7869639138095047734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7869639138095047734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2009/03/corroi-se.html' title='Corroi-se'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-5472770520595347874</id><published>2009-01-11T02:33:00.003-02:00</published><updated>2009-01-11T19:28:10.792-02:00</updated><title type='text'>Jardim de erros</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; que você faria se em uma tarde de chuva não encontrasse forças para olhar para o céu e sentir os pingos gelados e frescos escorrerem pelos pequenos vales do rosto? O que você faria se em uma noite tão quente você se cobrisse com seu cobertor mais quente, com medo dos seus sonhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada palavra, cada sonho, cada verdade escondida por detrás dos olhos camuflam a essência de cada pesadelo, de cada medo e, principalmente, de cada frase mal formulada que culminou em um erro. Todos nós erramos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erramos quando encontramos todos os clichês diante de uma situação complicada. Quando tudo que está a sua volta morre aos poucos e você apenas encontra a saída após a pequena pausa para o almoço, digerindo. Erramos principalmente quando não encontramos nosso caminho, quando somos forçados pela rapidez que a vida passa a deixar para trás o que realmente queríamos agarrar e lutar. Erramos, assim, por lutar muito e agarrar demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada circunstância, cada conseqüência, cada dificuldade. Todos erram por tentar procurar palavras para desenhar na parece branca da alma os pequenos vasos de flores quebrados. Um a um, racham ao tocar o chão duro, frio, sem vida. As flores de cores vivas, amarelo, vermelho, com pétalas delicadas e hastes verdes que indicam a colheita madura não podem sentir o chão. O chão já os pertenceu. Elas vieram dali, cresceram, desenvolveram e desabrocharam graças àquela imensidão inerte. Agora, o chão não as pertence mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, se a cada caminho que escolhemos, tentássemos voltar ao que éramos, ou ao que precisaríamos para sobreviver e enfrentar nossos medos, possivelmente estaríamos indo contra a força natural da vida em se transformar. As flores foram colhidas do pequeno jardim em que todas pareciam iguais e ao fim do seu percurso, quando o vaso finalmente quebra, uma a uma torna-se especial em sua pequena simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ações das pessoas não podem ser restauradas. Os sentimentos convertidos e palavras não podem ser recolhidas e não-ditas. O curso natural mostra-se impotente quando alguém decide-se ir contra tudo para realizar seu desejo. As poucas verdades que restam se tornam artificiais, preparadas para qualquer ação, já que o diálogo permanece pronto na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que você consegue enxergar isso? Como pode ser dito que se vê, mas fingir que não e ainda sentir medo de poder reconhecer. Uma vez me disseram que o medo mais assustador do homem é conseguir enxergar o que ele poderia ter sido, o que ele foi ou o que ele nunca poderia ser. Talvez pior do que isso é temer o que ele sente. Ter medo do que há dentro de você torna-o fraco, sem salvação por ter apenas um caminho para escolher: a autopiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suspiro cansado depois de uma tarde comum mostra a flagelação. Amar demais é um erro. Amar pouco é dificultar-se. Amar é uma incógnita. O coração bate agora fora do meu corpo, sem o sangue vermelho e quente para me estremecer diante de rostos comuns. O frio que faz aqui dentro permanece preso por uma prisão. Seja qual for a temperatura externa ou provocada em mim, meu rosto permanecerá mudo. Os olhos fixos e a boca sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que cada pessoa sente? O que eu sentiria se soubesse que tenho algumas horas para decidir o caminho que tenho que tomar? Se quando olhasse para o corredor, de um lado visse o rosto que a mim parecia familiar e de outro uma grande paisagem com sombras desconhecidas ao fundo. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errei em decidir um caminho. Se escolhesse o outro erraria também. Sempre erramos. Se cometermos um acerto com alguém, podemos estar errando com outrem. Ninguém nunca acertará. E eu nem quero. Teria que ser exatamente esse e não pretendo fingir mais. Se eu dissesse que as lágrimas que escorreram do seu rosto foram totalmente ignoradas, com certeza eu olharia para mim na chuva e repararia melhor nas gotas que escorrem pela minha testa, chegam aos meus olhos e se confundem pouco a pouco com o salgado da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem ir. Deixe com que ela vá. Porém acredite que não está abrindo mão de uma vida, de uma oportunidade. Acredite que aquele pode ser um novo fôlego que tomará após a pequena chuva que escorrerá pela sua pele. Se você conseguir sentir que houve alguma nuvem ou neblina em meio ao falso sol que brilhava na sua vida, você está pronto para mudar. Para sentir. Para conseguir agir e fazer algo por você. Para transformar-se em uma flor colhida que fora do jardim, se torna especial e única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode sentir isso? O que você faria? O que você vai colher no jardim? Em que você acredita: na grande força natural que faz as flores crescerem e se tornarem um simples jardim ou na pequena vontade que faz cada um único e especial pelo que há dentro das pétalas vermelhas que desabrocham e morrem lentamente?"&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido em 11/01/2009)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-5472770520595347874?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/5472770520595347874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=5472770520595347874' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/5472770520595347874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/5472770520595347874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2009/01/jardim-de-erros.html' title='Jardim de erros'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-2418704832809023089</id><published>2008-12-23T00:25:00.002-02:00</published><updated>2008-12-23T00:28:50.120-02:00</updated><title type='text'>A última carta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;le sentava finalmente para escrever a última carta que queria. Definitivamente seria a última, pensava. Mas a vida apenas estava começando, e aquela poderia ser apenas mais uma de várias que redigira ao longo da sua jornada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Finalmente criava coragem de expor o que sentia, o que estava nas suas costas. O peso de uma difícil tarefa em ser o que não queria. Em ser o que nunca chegou a ser. Isso doía, os olhos no horizonte denunciavam a dor junto com as lágrimas que prometera nunca mais chorar. E não chorava. Elas eram contidas nos pequenos olhos que apenas esperavam uma segunda chance para ser feliz. Esperar era o suficiente, mas agora não era bom o bastante para saciar-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A folha em branco dentro da gaveta entre outras, um simples papel que esperava também. Esperava ser pega e usufruída. Delicadamente, como quem pegasse um grande objeto de valor, ele colocava a folha que insistia em voar devido ao ventilador que estava ligado. O calor tomava o ar e fazia dele mais insuportável para quem esconde tanto dentro de um pequeno lugar: o coração. Ao mesmo tempo em que parecia querer explodir com as palavras, com os adjetivos, apenas queria ser um verbo, apenas que sentir, ser sentido, ouvir e ser percebido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que escrever afinal para alguém que já sabe de todos os verbos, de toda a intransitividade compatível entre amigos. Amigo. Palavra que sempre dói, como uma ferida que cicatriza dolorosamente no tempo. Machucado que foi aberto e custa a melhorar, porque sangra continuamente diante da imagem do espelho que grita: “amigo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As palavras demorariam para sair. Lentamente, uma a uma iam compondo aquela velha folha amarela do caderno de capa dura com um desenho de um mar e um sol. O tal paraíso que todos procuram, mas que ninguém consegue chegar. Não que ninguém consiga nadar nas águas azuis e cristalinas desse imenso mar refrescante que é a felicidade. Todos podem, mas poucos têm a oportunidade de ver o sol brilhar tão nitidamente que não lhes faça queimar a pele branca e que não cegue com a luz forte nos olhos claros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A caneta mal posicionada entre os dedos acostumados com trabalhos duros, repetitivos, mal cabia entre a robustez dos traços que deviam ser fortes, porém leves. O pequeno risco azul traçava aos poucos o caminho suave que as palavras deviam ter, longe de toda aquela impressão dura, vazia e fria dos dedos, apenas seguindo o fluxo que o coração e a mente ensinavam a procurar. A leveza de sentimentos pesados é o que ele procurava. Seria pedir demais, tamanha contradição. Mas de forma simples, escrevia o que os olhos não poderiam mais enxergar, afinal os olhos agora de nada lhe servia. O que lhe abastece vem de dentro, detrás das pupilas dilatadas em meio às lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seria aquela a última de todas as cartas que ele enviaria para aquela pessoa. Já havia pensado no que escrever e previu que seria a única ser enviada naquele fim de ano. E seria essa carta, como tradição, já que ano passado ele redigiu outra que lhe tocou tão fundo que nem se recorda mais o que tenha escrito. Ainda bem, pensa ele em meio à vergonha que lhe toma os dedos que largam a caneta e instantaneamente seguram a cabeça. Os olhos fixos na folha se perdem em meio a tanta informação. E o que lhe confundia não é algo que está escrito. O que lhe confunde é o vazio, o branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deixar de escrever, de fazer algo, abrir mão de muitas coisas já virou rotina para ele. Aos poucos, ao longo de dois anos, ele se transformara em outra pessoa, constantemente. Quando teve que cair em si diante da realidade: não adiantava se transformar, esconder suas dores, seus desejos e colocar um grande sorriso no rosto. Nenhuma maquiagem o faria ser o que ele realmente desejava ser. Erro, pecado. Sabia que faria tudo para ser feliz. Mas não sabia até que ponto agüentaria ir por uma causa perdida. Uma guerra que não lutaria mais, não por não haver forças, mas por não ter prêmio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o único prêmio que ele queria era ser feliz. A tão eterna busca pelo cálice dourado, o trevo de quatro folhas, a felicidade. Se contentaria, anos depois, em ser aquele mesmo ser frio, forte, uma barreira que apenas os mais fortes poderiam sobreviver. “Feliz” foi a única coisa que tinha escrito. Um dia lhe disseram que a felicidade é nada mais do que uma saúde perfeita e uma memória fraca. Boa saúde para que fosse firme, não perdesse mais noites de sono e os vícios fossem embora. Memória frágil para poder esquecer aqueles dias de sol, de chuva, as noites, as risadas, os abraços, os olhos, as mãos inquietas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As mesmas mãos que agora permanecem inertes. Uma sobre o topo da folha e outra entre os cabelos castanho-claros. Aos poucos, as lágrimas lhe tomavam todo o coração, derramando uma maré azul-escura sobre os sonhos, sobre o dia em que se encontraram pela primeira vez, e o sol bem frágil em uma semana de inverno, deixando com que o frio faça sua parte pela Terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O imenso planeta, o diferente falar, os diversos verbos. Onde estaria aquela pessoa que ele poderia abraçar tão forte para que pudesse sentir todo o calor que o verão não é capaz de exalar? Onde estaria, mais uma vez, a outra parte da moeda da sorte que se quebrou sem ser notada nas caminhadas diante o jardim verde com os coqueiros? O prazer de se sentir protegido finalmente por algo maior que todos na Terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com os olhos fechados e com a música ao fundo, ele pedia para que finalmente sua cegueira fosse embora. Abriu os olhos e permanecia ali, parado, com aquela imensidão branca diante de si. Sua cegueira, mesmo com os olhos vivos, insistia. Toda aquela brancura seria o céu? E ele um anjo, que não poderia amar, sem sentir vãos sentimentos humanos? Mas ele era humano, era um simples humano. Com erros, pecados e perdão. O perdão é dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As mãos encontravam novamente a caneta que insistia em escrever mais, sem saber como. Como, seria a chave para o recomeço. Antes era “o quê”, “por que”, “onde”. Agora era o “como”. Somente isso. Como recomeçar? Ele apenas queria amar sem ser de alguma forma impedido. E isso chegava terrivelmente ao fim. Como os outros finais em que o bom e o mau estavam juntos. Onde tudo parecia perfeito, uma vez que perfeição não existe para um simples mortal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A caneta terminava sua parte, as palavras ali escritas estavam postas. Estava tudo bem claro. Finalmente, ele se afastava da mesa lentamente com os olhos sem reação, admirando o que tinha feito. As mãos, sobre as pernas, as seguravam de forma inconfundível: estava nervoso em escrever. O que escrevera era pouco diante do que queria falar. Mas não queria mais redigir nem conversar. Seria o fim definitivo para todos aqueles que deixam para trás seus problemas. Apenas descarregou no papel o peso que carregava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Feliz Natal”. Tinha escrito simplesmente. Tinha tirado de suas costas a felicidade e posto a sua frente. Sem desculpas para um possível final feliz, terminava como tinha começado: tremendo, palavra por palavra, passo por passo, sentimento por sentimento. Tirava de si mesmo a necessidade incessante de se fazer compreender, de ser aquilo que não queria mais ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tal paraíso, com águas claras e o sol aquecedor, ainda não tinha achado, mas o sorriso singelo no canto dos lábios denunciava a satisfação de um desejo. Tinha encontrado na folha em branco o nada que veio e lhe tirou o sossego. Não teria que mentir mais sobre o que era felicidade. Um dia, doa a quem doer, ela chegaria devagar como a caneta que tocou lentamente a folha em branco, e, nela, lhe deixou aqueles escritos. Uma última carta, um último momento. A caneta que sente a folha aos poucos e que deixa finalmente uma marca. A marca de cada pessoa na vida de outras. A marca do que foi a felicidade na vasta brancura de uma simples folha de papel. Vazia."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 22/12/2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-2418704832809023089?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/2418704832809023089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=2418704832809023089' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2418704832809023089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2418704832809023089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/12/ltima-carta.html' title='A última carta'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-46388377876667541</id><published>2008-10-09T15:02:00.000-03:00</published><updated>2008-10-09T15:04:21.100-03:00</updated><title type='text'>Ventania</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; vento naquela semana arrastava todas as folhas das árvores que caíam. Mal elas saíam dos galhos rígidos e fortes, a ventania dava-lhes a impressão de que voavam por conta própria, como pássaros que se deixavam levar pela força da natureza. A força natural que as levava longe de onde eram para cair e, assim, unidas fazerem um lindo tapete marrom, junto com as pequenas flores amarelas que desabrochavam da copa de uma árvore frondosa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que as folhas voavam altas, ela passava devagar, devaneando pensamentos, distribuindo reflexões sobre o que ela sentia. Os cabelos loiros lisos pareciam ter vida própria. Contra o vento, eles levantavam mecha por mecha, uma para cada lado, e a franja insistia em cair sobre o rosto abaixado que desconhecia os olhares em volta. Os olhos verdes vivos permaneciam fixos no chão, apenas alterando-se a visão para as direções em que os carros entravam na rua. O movimento da rua era imperceptível para ela, já que sua cabeça apenas pensava nele. Nas coisas que ele todos os dias fazia para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia direito o que pensar. Ela gostava de outro, porém se sentia sozinha. Não queria entregar-se àquela pessoa que havia conhecido há alguns dias atrás. Ela relembrava o primeiro dia em que se encontraram no escritório em que ela trabalha. Ele era novo com seus olhos perdidos que procuravam um ponto de apoio. E ela não tinha coragem de se aproximar, pois sabia que ele estava se envolvendo com sua colega de seção. Cada dia ficava mais difícil se aproximar. Ele parecia inacessível, fechado, perigoso. O primeiro sorriso trocado no happy hour da empresa após algumas poucas palavras. Ela ria sozinha caminhando pela rua. Um riso pequeno, que mal mostrava os dentes brancos e grandes cuidados com o melhor dentista da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Após aquela pequena sinalização de uma possível aproximação, ela não conseguia tirar aqueles olhos escuros profundos da cabeça. Olhos que ela demorou a encarar, e quando o fez, deixou de lado toda sua insegurança e sua timidez. Dia após dia, ela o esperava passar pelo corredor da sua seção, lhe dar um sorriso gentil. O que, com o passar do tempo, se transformou em um apertão carinhoso no braço e um sorriso mais aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os carros buzinavam freneticamente porque um cachorro começava a atravessar a rua. Todos passavam e tentavam fazer com que o pequeno cão preto ficasse no mesmo lugar. Ela também. Tentava fugir todo o momento da lembrança daquele rosto magro, moreno de sol, com pequenas pintas pretas por toda superfície da pele. Mas cada vez se tornava mais difícil. Ele aparecia mais e mais como uma imagem, sem nexo, sem motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passo por passo, devagar ao seu tempo, ela imaginava o que poderia acontecer. Os dois sentados no sofá novo comprado com prestações em uma casa de móveis nova na esquina do pequeno apartamento em que ela mora. Carinhos, carícias, mínimos gestos, sorrisos pequenos preenchidos com a imensidão do momento. Ambos assistindo TV abraçados. Uma das mãos dele acariciando o pequeno braço dela, em um movimento de vai-e-vem incessante. O outro ao mesmo tempo em que a segurava pelas costas, dava-lhe carinho simultaneamente. Ela apenas deitava-se sentindo o calor do corpo e, entre uma frase e outra, as risadas. Pouco que poderia ser dito para a grandiosidade do estar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pouco a pouco, as imagens na cabeça dela apareciam como se fossem pequenos flash-blacks que não aconteceram. Como o primeiro beijo que ainda não pode ser dado. Após algumas trocas de olhares, conversas durante a pausa para o café e o cigarro dele e o suco natural com bolachas água e sal dela, estavam praticamente íntimos. Já sabiam o segundo nome de cada, de onde vieram, onde se formaram e até o nome do hamster de estimação que ele tinha na infância. Ele é de uma cidade pequena em um estado vizinho. Ela nasceu naquela cidade, sempre viveu e se formou na faculdade pública que tem ali, onde conheceu o grande amor da sua vida. Amor que se casou anos após a sua formatura por ele ter engravidado uma pobre moça sete anos mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ela voltava a pé para casa todos os dias. Fazendo chuva, fazendo sol. Às vezes conseguia alguma carona, mas preferia andar. Suas pernas precisavam se movimentar depois de horas de trabalho exaustivo no escritório da empresa de cosméticos. E nas últimas semanas, única coisa que ela pensava era se encontraria com ele no caminho, se ele a convidaria para visitá-lo no fim de semana. Se finalmente eles trocariam o sabor das bocas sedentas. As bocas vermelhas que sempre sorriam quando um via o outro. Eles sabiam como tirar uma gargalhada do fundo do peito quando um dos dois estava precisando. Ambos sabiam sorrir, porém eram vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O primeiro beijo que seria escondido no banheiro da empresa. Quando ela estivesse saindo, ele a pressionaria para dentro, trancaria a porta, diria algumas palavras doces e cheias de sedução e finalmente a troca. As pequenas flores amarelas começavam a cair sobre a cabeça dela, porém o vento se encarregava de limpar seu cabelo. O pensamento dela era apenas dele. Ela só estava pensando de como seria bom se apaixonar novamente e esquecer seus precipícios e seus vales profundos e escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ela pensava se a comida preferida dele seria igual a sua, como comentaram em uma de suas curtas conversas. Se ela saberia preparar como ele gosta. Macarrão ao molho branco e brócolis. Os jantares que ela faria no apartamento que ganhou dos avós um pouco antes de morreram e que se encheriam de alegria ao ver a mudança de estado do grande espaço da solidão que ela sentia toda vez que chegava. Olhava para a mesa cheia de contas, para a cozinha com algumas vasilhas de comida pronta sujas em cima da pia. A sala cheia de móveis, mas vazia de presença e o quarto com a cama em que ela mal descansava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enquanto se aproximava das esquinas, ela imaginava como seria seus momentos íntimos. De como seria sua primeira noite com ele. O beijo e as carícias que cresciam, a música baixa ao fundo, o toque da pele nua e fria dela com o calor dele. Se deitariam e tudo seria feito com calma e respeito. Porém, quando ela parava nas esquinas, se lembrava de que ele não é completamente solteiro, afinal está saindo com aquela colega da seção, que ela ajudou ano passado quando a outra chegou à empresa e mal sabia como usar uma máquina de xérox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Seria fácil para ela dizer logo o que sente, se ele já não sabe. Difícil seria ela agüentar a pressão de uma resposta negativa ou a possível competição que criaria. As palavras são inocentes tão quanto os sentimentos. Nunca se sabe por quem se apaixonar. Ela não está apaixonada, mas gostaria de saber por que passava todas as noites esperando ele aparecer, mesmo ela se dando conta de que ele não sabe onde mora. Olhava para o teto, abraçava firme seu travesseiro e aguardava. Apenas isso que fazia. Esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enquanto esperava, ela continuava andando sem rumo, mas com um porto seguro. Sua fortaleza, sua moradia intacta. Apenas quem poderia entrar era aquele que tinha os olhos profundos e que a fazia delirar silenciosamente. Não queria testar mais seus sentimentos nem desgastar-se mais. Queria apenas sentir como é ser sentida. Sentir é mais que um desejo, é um colapso que acontece na máquina cerebral por causa do coração. Prometera não tentar mais. Mas tentava se afastar de cada pensamento enquanto caminhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ele deveria saber, amanhã após o primeiro turno, quando chegar, ela o chamaria para conversar. Olharia fixamente naqueles olhos, pediria para ele um pouco de atenção e diria que em tudo que ela faz, pensa nele. Todas as ligações no seu celular, pensava nele. Cada pequeno detalhe do seu dia, pensava nele. Ele a acharia tola já que ambos não têm nada, mas ela não agüenta mais guardar isso para si. Mas ao mesmo tempo, pensava que deveria preservar-se e calar-se diante dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os carros passavam velozmente enquanto ela quebrava todas as regras, atravessava a rua em um ritmo acelerado sem olhar para os lados sem esperar a resposta como em quase todos os momentos que passava com ele. Os olhos marejados não sabiam mais para onde olhar. Apenas seguiam o ritmo da natureza, que é preservar-se de pequenos danos, ciscos e poeira que poderiam embaçar a visão. Ela queria pouco. Pensava muito, refletia sem alguma pausa, imaginava abraços, beijos e o calor dos corpos juntos, se tocando interruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ela queria apenas que todo aquele furacão dentro de sua cabeça acabasse. Ela desejava que ambos estivessem juntos e, no meio da noite quando ele se levantasse para ir embora, ela pedisse para que ficasse mais um pouco. Então, ele diria, com os olhos cansados, que não pode, e beijando levemente seus lábios e cobrindo-a, prometeria voltar amanhã. Ele iria embora e levaria consigo todos os pensamentos noturnos dela e, instantaneamente, ela dormiria. Assim a ventania lá fora não existiria mais."&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 06/10/2008)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-46388377876667541?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/46388377876667541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=46388377876667541' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/46388377876667541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/46388377876667541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/10/ventania.html' title='Ventania'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-1996921005724488397</id><published>2008-09-28T16:23:00.002-03:00</published><updated>2008-09-28T16:32:15.544-03:00</updated><title type='text'>Obrigação</title><content type='html'>&lt;p&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; tempo não me deixa mentir, muito menos esquecer. Estamos unidos de qualquer forma. Poucos dias, poucas noites. Muito para dar e muito a receber.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não posso confundir mais amor e amizade. São dois opostos que se atraem pela permanência comum. Um do lado do outro. Companheirismo, alegria e saudade. Não nego a obrigação de me sentir livre, sem detrimento, sem necessidade em me prender. Queria ser livre, mas o homem na sua existência necessita de outra pessoa do seu lado para viver. Se não fosse assim, não casaríamos, não procuraríamos uma pessoa e muito menos nos apaixonaríamos. Se apaixonar por si mesmo todos os dias é como uma árvore, permanecemos inertes, fixos no mesmo plano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apaixonar-se por outra pessoa, procurar nas ruas escuras um ponto de luz, um sorriso aberto e braços que te darão calor é mais satisfatório. Você se sente útil, se liberta do lugar fixo em que foi plantado. Porém podemos sofrer com o corte dos seus galhos mais antigos que nos impedem de crescer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É assim que me sinto. Impedido de crescer, de me apaixonar. Ainda não souberam cortar as arestas corretas. Não me apresentaram o novo que deveria vir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O novo chegou. Abracei fortemente e me apaixonei. Senti o que há muito tempo não sentia. Senti calor, carinho, afeto... O respiro profundo dos corpos juntos e o sorriso mútuo após o beijo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não deixei esse novo partir. Segurei firmemente, como se fosse uma oportunidade única que eu teria. Mas me senti obrigado a me apaixonar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obrigações que deveria cumprir para poder ser feliz. Ou um pouco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não me obrigaram a nada. Não quis obrigar ninguém a se adequar a mim. O bom é perceber que árvores, folhas caídas pássaros e o olhar de duas pessoas se completam. Sentar no mesmo banco da praça, olhar do lado e sentir que aquelas árvores a nossa volta se movimentam lentamente com o vento da primavera, os pássaros que cantam recepcionando o sol que aquece o ninho feito com carinho, as folhas no chão começam a se mover com a leve brisa que bate nos rostos que se esquentam com os raios do sol, que por sua vez iluminam e colorem de um tom amarelado o olhar dos dois.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem sequer um toque, os dois sabem que estão ali um pelo outro. E não precisam fazer nada para demonstrar esse suspiro de inspiração. Não é necessário nenhum impedimento, nenhuma troca de favores. Tudo é implícito pelo sentimento que os une. Diferente das obrigações que deveria cumprir. Do pacto que me deixou sem a verdade, a realidade. Diferente de tudo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Queria sentir pelo prazer de sentir. E não sentir prazer pelo prazer. Tenho medo de ter me perdido diante do meu passado e não saber o que deveria ter feito. Meus medos não me apavoram mais e não choro mais. Mas meus medos estão presentes em algum lugar escondido em mim que ainda preciso descobrir. Cada dia fica mais difícil. Escondi tão bem que os perdi, e na volta para a realidade, devo ter me perdido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Perdi algumas partes do que eu era. Perdi partes que foram partidas, divididas e escondidas. Uma das partes que gostaria de encontrar é o que diz respeito à confiança. O contrário da confiança é o pacto de obrigação. Quando obrigamos alguém a fazer alguma coisa, não confiamos na capacidade dessa pessoa de se entregar totalmente. E quebramos cada vez mais a entrega plena e a confiança que cresce se torna um pacto de necessidade pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O companheirismo deixa de existir para dar lugar à pequena vontade de um rei que não existe. Um rei que domina um espaço que seria dele se ele não fosse tão autoritário e não fizesse de seus súditos um poço de obrigações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não quero ser obrigado a me prender a ninguém. Não quero ser obrigado a gostar de ninguém e muito menos ser fiel por apenas estar junto. Quero ser fiel por realmente gostar. Quero me prender naquelas lembranças dos dias frios e escuros que passamos juntos, olhando para o horizonte de imaginando um futuro não tão distante. Quero apenas sentir aquele calor saindo do corpo e sendo exalado pelo prazer do toque. Nada por obrigação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não quero construir pactos. Não quero ser obrigado a nada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obrigação que realmente nós temos é de confiar no que sentimos e sermos cegos para correr por uma via iluminada pintada de vermelho. Apenas devemos nos entregar."&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 27/09/2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-1996921005724488397?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/1996921005724488397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=1996921005724488397' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/1996921005724488397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/1996921005724488397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/09/obrigao.html' title='Obrigação'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-7174955697676348475</id><published>2008-07-11T00:22:00.006-03:00</published><updated>2008-07-11T14:51:51.556-03:00</updated><title type='text'>Unwritten</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;enho ouvido muita música ultimamente. Aliás, tenho feito apenas isso para sanar o meu ócio e espantar da minha cabeça pensamentos improdutivos. Músicas novas de artistas que estão despontando no cenário internacional. Mas a música que realmente me fez pensar sobre o momento em que vivo agora é &lt;em&gt;Unwritten&lt;/em&gt;, da cantora britânica &lt;em&gt;Natasha Bedingfield&lt;/em&gt;, que foi lançada há alguns anos atrás. Essa música marcou toda a minha mudança de vida no início de 2006. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma cena especial, que vem a minha mente quando começo a ouvi-la, em uma espécie de flashback, aconteceu em um típico dia de primavera. Uma grande amiga minha e eu, andando por uma das rampas da faculdade que é revestida por aquela desbotada cobertura preta de plástico cheia de bolinhas. Indo em direção ao saguão, com os óculos escuros no rosto e de mãos dadas, subíamos cantando em voz alta o refrão: “&lt;em&gt;Feel the rain on your skin!/ No one else can feel it for you,/ Only you can let it in!/ No one else, no one else/ Can speak the words on your lips./ Drench yourself in words unspoken,/ Live your life with arms wide open!/ Today is where your book begins… The rest is still unwritten!&lt;/em&gt;”. Sorridentes, felizes por estarmos ali. Sem problemas maiores. Éramos ainda crianças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não imaginaria quais problemas enfrentaria anos seguintes. Amor, amizade, desconfiança, raiva, desilusão. Era apenas o começo e o livro ainda não estava nem no primeiro capítulo.&lt;br /&gt;Semanas, meses, semestres, anos se passaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas semanas sem escrever, desde minha última crônica &lt;strong&gt;Chorar&lt;/strong&gt;, me vi em uma posição reflexiva novamente. Desta vez sobre essa música e eu agora. Em português, o título é Não Escrito. Mas o que na minha vida ainda não está escrito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante todo esse tempo de descobertas, de novas páginas no meu livro, posso dizer que realmente a fase mais intensa foi essa em que vivo agora. Ou que vivia. Aquela que iniciava seu ciclo há exatamente um ano atrás. Uma fase onde pude viver, sentir, sonhar e realizar intensamente todos os planos que eu, um dia, imaginava para mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda há muito que acontecer. Durante esse tempo sem escrever, pensei enquanto caminhava solitário nas férias, muitas vezes não tão só, que eu estava errado mesmo. E teria que admitir. Já admiti que estava errado, mas continuei errando. Tudo bem, é humano. Mas para mim não dava mais. Prometi não chorar, mas chorei. Prometi tantas coisas que nem metade eu cumpri.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero começar essa página em branco logo. Quero virá-la e começar a escrever coisas que me façam feliz de verdade. Sofrer também é sinônimo de amor, de paixão, de gozo. Quem não sofre por aquela pessoa que te faz dar um sorriso todas as manhãs ao abrir a janela e dizendo “bom dia”? Por aquela pessoa que faz uma surpresa em um dia vazio, completando-o? Por alguém que te liga e conta sobre os seus problemas, e você ouve, ajuda, orienta e consola, fazendo com que você se sinta realmente importante? Por aquela pessoa que ao cruzar com você na rua depois de tanto tempo te abraça tão forte que você pode sentir o calor dela invadindo seu peito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca sofreu por alguém que gosta? Sofrimento é como aquela poeira que permanece em um travesseiro de coração. Não se manifesta e é imperceptível. Mas quando o coração se mexe de forma brusca, todas aquelas partículas tomam conta do lugar, nos cegam e deixam tudo mais embaçado. Os olhos enchem de lágrimas, há um aperto no abdômen, uma respiração profunda. Espirro. Silêncio. Alívio em se sentir mais leve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou deixando o sol luminar as palavras que eu não encontro. Deixar com que a própria vida encontre seus meios. Para que no rosto das crianças eu possa sentir o prazer de sorrir novamente e sonhar. Sonhar e colocar em prática tudo que sonho. O sonho impossível é aquele que ainda não pude sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar a chuva molhar minha pele naquele dia de calor, sem me amedrontar com os raios e o vento. O vento leva para longe o que precisamos. Mas o que é nosso de direito sempre volta como em um furacão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não quero escrever uma nova história totalmente feliz. Felicidade é perfeição. E a perfeição é sem sal. Quero sentir. E sentir engloba tudo. Alegria, tristeza, tesão, saudade, agonia... Muito menos não vou escrever cartas de libertação. Porque nunca fui escravo e nunca me escravizarei. Libertar-se é trair sua identidade. Se procuramos alguém para nos libertar, é por que vivemos presos na nossa própria vida. Nos libertamos e nos prendemos novamente a uma outra vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou buscar a coisa mais distante de mim. Mas está tão longe que pode estar perto e provar não é diminuir a distância. É apenas saber saborear o que eu posso oferecer e o que as pessoas podem me oferecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não ofereço muito, já que sou pouco. Mas pouco não significa disperso. Pode significar concentrado. Sou uma essência em que o pouco se faz muito, e o muito é obsoleto em dizer-se que seria pouco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minhas antigas tentativas estão na página anterior, estão presentes na forma com que e do que escrevo. Tentativas frustrantes de buscar uma perfeição que não existe nem em mim e nem em ninguém. Por mais que alguém tente escrever algum livro perfeito, para muitos pode parecer um simples livro de capa-dura e sem edição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vou escrever tudo o que quiser, e, em conseqüência, dizer tudo que eu pensar e sentir. O personagem que está incompleto ainda sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sei disso porque compreendo que apenas eu posso deixar com que as coisas entrem e saiam da minha vida. Do meu livro. Apenas eu posso segurar e soltar as oportunidades que me são dadas e fazer delas as melhores escolhas. Compreendo que agora se eu não entender o que eu sinto, ninguém entenderá. Ninguém sentirá por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então deixe-me que sinta e que pegue a caneta na mão para rabiscar alguns contornos na página, anotar alguns personagens principais. Saber de todo o enredo, de toda a trama e para onde ela me levará com o que colocarei em prática, eu não consigo imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Apenas sei que todo o resto do meu livro, que começa hoje, ainda não está escrito!"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 11/07/2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Links:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Do clip no YouTube: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mh2QXdZpNw4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Mh2QXdZpNw4&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Da letra: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/natasha-bedingfield/unwriten.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;http://vagalume.uol.com.br/natasha-bedingfield/unwriten.html&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-7174955697676348475?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/7174955697676348475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=7174955697676348475' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7174955697676348475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/7174955697676348475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/07/unwritten.html' title='Unwritten'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-4278879166546932712</id><published>2008-06-24T02:18:00.002-03:00</published><updated>2008-06-24T02:45:43.783-03:00</updated><title type='text'>Chorar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;stou cansado de chorar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cansado de derramar essas lágrimas que ninguém pode ver. A dor que apenas eu sinto, o amor que só eu posso usufruir e as lágrimas que salgam a minha boca e que me fazem sentir menor do que eu poderia ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de ouvir que tudo ficará bem quando eu me sentir bem. Cansado de ouvir palavras de amor que não vem do coração. Meu coração estava congelado, não queimava mais, nem sentia dor. Hoje, não sei o que ele deseja: se prefere bater por alguém que me vê, mas não me enxerga; ou se ele prefere se esconder atrás das máscaras que visto todo dia quando acordo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Máscaras sorridentes, irônicas e cheias de vida, como eu deveria ser. Eu até poderia tentar. Mas falta-me vontade de olhar para tudo e conseguir tirar alguma coisa positiva desse momento. Se momentos felizes existem, eu apenas passei por um ou outro. Hoje sei que o sol que bate na minha janela é apenas o anúncio de que ela ainda não chegou. Três da manhã, quatro, cinco, seis... Quando o sol ilumina ao longe e meu coração despedaçado permanece no chão, sinto que nem o calor dela pode me esquentar com o frio que vem de dentro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo de dormir aqui. Tenho medo de olhar para o lado e ver de novo tudo vazio. Tenho medo do interfone não tocar e eu esperar eternamente alguém que não vai voltar mais para mim. Agora ela é de outro. Pode ser uma vez apenas, mas nesse instante nem ao meu lado ela permanece.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca tinha sentido uma dor tão profunda como a da solidão. A solidão dói! Dói quando você sente que está sozinho. Dói quando debaixo das cobertas naquele dia frio, a única coisa que te esquenta são as lágrimas que caem dos olhos. Dói quando você fala e a pessoa não escuta. Dói quando você se sente traído sem ter nenhum relacionamento. Dói ser sozinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Única coisa que consigo imaginar quando chego em casa é se ela me faria uma surpresa. Me recepcionasse com um abraço quente e apertado, me dissesse baixinho que estava feliz novamente por estar aqui. E eu choraria de novo. Porque eu estaria feliz de, pelo menos, sentir aquele calor perto de mim. Não me importa mais se ela apenas me vê e não me enxerga. O que me importa é que pelo menos aqui ela pode estar. E sempre esteve. Para mim, é o lugar que eu achava certo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas eu estou errado. Na despedida, pude sentir que eu errava cegamente de olhos abertos. Errava por insistir no meu erro. No mesmo erro que me faz querer gritar. Gritar sozinho. Chorar. Olhar para baixo e conseguir pensar em alguma coisa que não seja aquela noite que eu não tiro da minha mente. Olhar para baixo e ver um jardim que eu mesmo plantei. Olhar para baixo, procurar seu rosto, olhar nos seus olhos e não ter vergonha. Vergonha do que sinto. Me penalizar por estar do lado errado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando jogamos a moeda, para ela caiu cara. Para mim, caiu coração. Não consigo achar a moeda para jogar novamente. Devo tê-la vendido para alguém que passou e que eu tentei entregar meu coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda posso sentir o medo me corroendo os dedos. Como o frio. Que começa quando estou deitado, lá nos dedos dos pés, sobe pela canela, me faz envergar para trás quando chega na espinha, me arrepiando inteiro, fazendo os braços tremerem e os pêlos do braço se levantarem. Chega à cabeça, primeiro na nuca como um sopro gelado nas costas, depois na boca que me faz tremer e então nos olhos que me faz chorar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não posso acreditar que meu coração está partido de novo. Sem motivos. Queria correr pela rua, andar sem ter para onde ir, encontrar as pessoas que eu amo, abraçar tão forte, sentir aquela fortaleza naquele instante. Sem ter medo de chorar, sem ter medo de parecer imbecil. Menor do que já sou. Pequeno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu estou perdendo minha razão. Estou perdendo tudo que eu necessitava. Não consigo pensar. Apenas sinto que eu sou errado. Apenas sinto meu estômago doendo, meu coração batendo rapidamente, minhas mãos tremendo e eu escondendo meu olhos cheios de lágrimas. Não vou conseguir olhar para os olhos das pessoas. Vou olhar para baixo e continuar a procurar o jardim que deveria ter plantado enquanto permanecia no tempo de estiagem sem ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não consigo entender uma só lembrança. As cenas na minha cabeça se embaralham. Ela deitada do meu lado, sorrindo. Quando vejo, tudo está vazio, não há mais nada aqui. Eu fico na janela pensando o que falar para ela, o que ela deveria saber, sendo que ela já sabe de tudo. Fico em silêncio, de costas, com os olhos cheios de lágrimas. Ela permanece na porta, encostada me olhando da forma que eu adoro. Me pergunta o que está acontecendo e eu respondo olhando para o jardim debaixo dos meus pés que não há nada. Ela fecha a porta, eu fixo meu olhar para o apartamento vizinho onde um casal se abraça feliz. E se beijam. Não há nada, e saio pela porta chorando. No caminho de volta, penso em tudo, mas me expresso pouco. Apenas sei dizer o que sei sentir. Falo e sei erroneamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não quero ser mais a vítima e nem indicar um vilão. Não há mocinhos e bandidos. Não há eu e ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dessa vez quero ser diferente. Quero esquecer esses sintomas que me machucam, que me fazem chorar. Quero tentar novamente um recomeço para mim. Todos já tiveram sua chance e a minha eu perdi com pessoas erradas. Não quero mais sentar na cama, sentir ainda ela aqui e começar a chorar. Levar comigo durante todo o dia aquela agonia que em um simples sinal de fraqueza, faz escorrer uma lágrima dos meus olhos. Não quero que as pessoas perguntem como eu estou e eu desabe nos ombros delas. Não quero que ninguém perceba o quanto sou fraco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu coração que estava no chão, eu colocarei novamente aqui dentro. Ele pode continuar a bater por ela. Não me importo. E espero que ela não se importe. Apenas espero que ela não demore mais para voltar. Que eu não passe a noite novamente em claro pensando em coisas que eu abomino. Repulsa. Infelizmente o que acontece em Vegas, permanece &lt;st1:personname productid="em Vegas. Que" st="on"&gt;em Vegas. Que&lt;/st1:personname&gt; eu não me sinta sozinho e precise de algumas horas sozinho caminhando sem rumo. Que eu não me permita sentir tantas coisas ao mesmo tempo. Amor, amizade e tesão. Sentimentos tão parecidos que eu me perco onde começa um e onde termina o outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentimentos que eu gostaria de tirar do meu peito e fazer com que eles não escorram dos meus olhos como lágrimas de dor. A dor que apenas eu posso sentir...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu devo tranqüilizá-la quanto a tudo. Estou errado, mas vou tentar acertar. Não vou tentar acertar em ser o cara certo para ela. Muito menos fazer com que ela não apenas me veja, mas me enxergue. Não nadarei mais contra a corrente. Deixarei a água bater nas minhas costas e me levar para algum lugar que não gostaria de estar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto eu choro. Todos os dias, logo cedo, sinto o frio na barriga ao imaginar que tudo está para recomeçar. Todos os dias penso que seria mais um dia sem ela. Todos os dias espero até às duas da tarde para vê-la na minha varanda me olhando e me acalmando. A gente feliz novamente. E isso me faz chorar. Saber que eu poderia ser feliz, mas não sou. Ainda não. Choro por saber que naquela noite, ela demorou um pouco a mais, pois tinha que se despedir de uma forma especial de outra pessoa. E eu fiquei esperando. Choro por lembrar da outra noite em que eu voltei desestruturado sem ninguém para me ajudar. Sem ninguém para me explicar porque tudo isso acontece comigo. Choro por saber que ela nunca será minha. E sim de outras pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu choro. Sou homem e choro por um amor que eu não tenho mais direito. Nunca tive.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Mas não se preocupe, você não me verá chorar mais!”"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido dia 23/06/2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-4278879166546932712?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/4278879166546932712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=4278879166546932712' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/4278879166546932712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/4278879166546932712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/06/chorar.html' title='Chorar'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-6440216639485813642</id><published>2008-06-17T20:11:00.002-03:00</published><updated>2008-06-17T20:24:15.010-03:00</updated><title type='text'>Grito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u escrevo.&lt;br /&gt;Escrevo da mesma forma que os cantores cantam. Da mesma forma que os poetas encantam. Da mesma forma que atores interpretam.&lt;br /&gt;Eu apenas escrevo meus medos. Medos que rejeito durante meu sono. Medos que eu gostaria de esquecer. Mas esqueço escrevendo o que não gostaria. Apenas escrevo para não sair pela rua gritando. Gritar é uma foram de se deixar levar pelo momento. É esquecer que o amanhã existe. Gritar é momento. Escrever é sentir, expressar e de uma forma auto punitiva, não cometer os mesmo erros.&lt;br /&gt;Todo mundo erra. Eu erro, você erra. Todos nós erramos.&lt;br /&gt;Não acho justo que as pessoas apenas acertem e que isso faça com que elas sejam melhores. O prêmio deveria ser para aqueles que erram. Se errar é humano, persistir no erro não é burrice.&lt;br /&gt;Burro é aquele que não enxerga o que está óbvio. Burro é aquele que de certa forma esquece que seus medos se pautam em sentimentos que nunca se realizarão. Burro é aquele que ama.&lt;br /&gt;Não amo, pois erro. E o amor tende a ser perfeito. Apenas para aquele que fala, pois quem sente sabe que ser perfeito é um dos pequenos defeitos da grande privação do amor.&lt;br /&gt;Privar-se de amar é impossível. Ninguém diz para si mesmo: “Eu não vou amar!” e sai pela rua livre de qualquer tipo de &lt;em&gt;colpo di fulmine&lt;/em&gt;. Ninguém pode falar que alguém nunca o tocou tão profundamente que fez com que ficasse noites em claro pensando no que poderia acontecer.&lt;br /&gt;Privar-se de amar é uma forma de defesa para quem foi privado. Para quem amou e não foi correspondido. Para aquele que o amor apenas não saiu do papel. Dos sonhos.&lt;br /&gt;Amar aquela pessoa que não te ama é trágico. É cruel. Para os dois. Para um. Para mim.&lt;br /&gt;Não vou dizer que faça o que fizer, aconteça o que acontecer, eu vou fazer com que ela fique comigo, que essa pessoa me olhe de forma diferente. Já tive a oportunidade e não aproveitei. Agarrei com tanta força, fiz o que tinha que ser feito. Até hoje, aquele cheiro que passa a noite comigo, que eu segurei em meus braços com calor, me atormenta. Me dá medo.&lt;br /&gt;Olhos nos olhos. Corpo no corpo. Mão na mão. Boca na boca.&lt;br /&gt;E pensar que antes de tudo isso, eu era apenas um amigo. O amigo que ficaria ao lado toda hora que precisasse. O ombro que agüentaria as lágrimas que tinham o peso de uma bala de canhão no estômago. Chorando por outro. E eu me segurando por ela.&lt;br /&gt;Após vários momentos juntos, pude perceber o quão valioso poderia ser minhas lágrimas que o espelho refletia e que não pareceriam vindas de mim. Lágrimas de dor.&lt;br /&gt;A dor se transformou em felicidade quando eu senti pela primeira vez o calor daquele beijo tímido. Tímido de medo de me machucar e eu saber toda a verdade.&lt;br /&gt;Lágrimas que se converteriam da dor para a alegria de sentir que pela primeira vez e talvez pela última, ela estaria comigo. Apenas uma vez pude sentir todas as emoções juntas, em um momento que não acreditaria que poderia usufruir. Eu estava cego e era cedo.&lt;br /&gt;Despedimos-nos logo cedo e ela foi embora. Nossa relação nunca mais foi a mesma. Acabou o respeito, a sinceridade, a amizade. Acabou tudo aquilo que eu mais esperava, que eu mais lutava. Acabou.&lt;br /&gt;Acabou da mesma forma que meus olhos piscavam ao ver uma foto e mais uma lágrima caía. Caíam várias. De medo, de receio, de punição.&lt;br /&gt;A verdade dela era simples. Ela amava outro. E tudo que aconteceu entre a gente era apenas uma falha, uma pane no sistema que eu compreendia. Ela se rendeu a tentação e eu me rendi ao sentimento. Os dois rendidos no fim do caminho.&lt;br /&gt;Ela privada pelo meu amor e eu privado de amá-la. Os dois com medo de machucar e esquecidos que a vida faz-se com verdadeiros erros.&lt;br /&gt;Erros que se erram com o coração podem ter perdão.&lt;br /&gt;Mas não tive. Pois não me privei de um amor que já sabia que não seria meu. Sucumbi no meu erro e fui burro. Esse tipo de burrice nem Deus perdoa. Errar por amar demais é cair no vale de medos que acompanham a gente até o próximo relacionamento. Até você achar outra pessoa e se entregar totalmente.&lt;br /&gt;Porém comigo não foi assim. Relacionamentos entram, saem da minha vida e não consigo esquecer aquelas horas que passei junto dela. Aquelas horas em que pude sentir que eu era vivo. Vivia para amar e não para sentir medo. Mas foi apenas aquele instante. Um pequeno instante.&lt;br /&gt;Mas me decidi. Não amo mais e assim não erro. Sucumbo ainda na escuridão dos meus medos. Cansei disso tudo. Cansei das mentiras e das verdades.&lt;br /&gt;Assim, eu escrevo para gritar. Esse é meu grito. Como o grito, é passageiro. O que escrevo é passageiro e apenas serve para que eu me lembre que meus erros, não desejo a ninguém.&lt;br /&gt;Escrever e gritar sobre amor não é coisa fácil. Muitas pessoas escrevem, cantam, poetam e interpretam de formas diferentes o que é o amor.&lt;br /&gt;Mas errar... apenas eu sei o que é. Pois as pessoas são perfeitas. E eu não."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto produzido para a matéria de &lt;em&gt;Técnica Redacional &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;em Jornalismo&lt;/em&gt; do 3º ano no ano de 2008)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-6440216639485813642?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/6440216639485813642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=6440216639485813642' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6440216639485813642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/6440216639485813642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/06/grito.html' title='Grito'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4896138017209865673.post-2473938778229207570</id><published>2008-06-08T16:54:00.008-03:00</published><updated>2008-06-08T18:20:11.421-03:00</updated><title type='text'>Do Sol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;abe, nunca tinha reparado como o sol deixa todas as nuvens mais coloridas de vermelho e laranja nesses fins de tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Disse aquele velho cliente do bar, contentando-se com a semi-presença de uma jovem loira de olhos claros na mesa ao lado. Semi-presença pois a garota estava totalmente de costas para o velho que falava sozinho. Ele tinha cabelo ralo e grisalho, olhos escuros, usava óculos, calça com tons de bege e marrom desbotados com o tempo, e camisa amarela bem alinhada, dissonante da calça por ser aparentemente nova.&lt;br /&gt;- Aliás, nunca tinha reparado como as coisas são tão passageiras. Uma pessoa que você imagina conhecer por alguns anos de vida, passa pela gente, vai embora e nem diz um tchau. Da mesma forma que você imaginava conhecer tantas coisas da vida, ainda mais eu que já passei maus bocados, agora receio dizer que não sei direito o que as pessoas são capazes de fazer. Como o sol... Tão passageiro...&lt;br /&gt;A garota, imóvel, permanecia rente à cadeira, e não demonstrava nenhum tipo de reação à fala do senhor, que continuava seu monólogo:&lt;br /&gt;- Eu devo ter quase triplo de sua idade. Não sei se deveria contar, mas já que estou nessa conversa, vou até o fim. – respirou, levou até a boca um copo de cerveja, acendeu um cigarro e continuou – Pode não ser do meu interesse, mas absolutamente devo dizer que seus amigos a deixaram esperando. Amizade é um negócio que mexe demais com a gente. Na sua idade, eu fazia uma faculdade que me ocupava todo o tempo. Nessa faculdade, encontrei amores e amigos... Amigos. – suspirou e levou rapidamente mais um gole da cerveja a boca para não perder o raciocínio – Um deles eu me lembro muito bem que me marcou.&lt;br /&gt;O sol que desaparecia no horizonte entre as nuvens, deixando tudo mais escuro, lentamente seduzia o olhar do velho, como se fosse um apoio para que não perdesse as memórias que ali depositaria para qualquer um que estivesse ouvindo. A garota não se movia, permanecia inerte, quase com uma posição que indicava medo do senhor que nenhum mal poderia fazer. Ele apenas tinha um costume de conversar com quem lhe aparecesse.&lt;br /&gt;- Foi esse que, logo no início, olhei bem para o rosto e tive a certeza que se não fosse amigo dele, eu o odiaria. E realmente, foi o que aconteceu... - encheu o copo, segurou a garrafa na mão e pediu mais uma cerveja – Não! Não o odiei. Tornamos-nos amigos. Talvez não aquela amizade que rendesse horas a fio de conversa, mas minutos pequenos de debate que se travavam. Ele tinha idéias parecidas com as minhas, mas muitas vezes divergentes até demais. Como uma pessoa poderia gostar de música pop e ao mesmo tempo cultuar o blues, o rock, chegando ao extremo da MPB? Eclético seletivo, como ele dizia.&lt;br /&gt;A garçonete trouxe mais uma garrafa, foi saindo de perto do velho, anotando alguma coisa em um bloco de papel. O velho trocou de posição das pernas e puxou a cadeira para mais perto da moça, e como se fosse contar um segredo, começou a falar bem baixinho.&lt;br /&gt;- Eu tinha medo, no início, de conversar com ele. Pessoa de poucas palavras, idéias que se concentravam tanto na fortaleza do capitalismo, quanto na rebeldia comunista. Na realidade um turbilhão de raciocínio. – bebeu mais um pouco de cerveja - Tinha nascido longe daqui. Era da capital. Mudou-se ainda quando criança para o interior. Mas esses detalhes não me valem muito. O que vale na realidade era o perfil dele. Na realidade, nem mesmo isso. Me é importante tudo que eu pude ver que ele fazia. Como ele mesmo ponderava: “O que se analisa nas pessoas não é o que ela é ou aparenta ser, e sim o que ela faz”.&lt;br /&gt;A moça, ainda de costas, relaxava e se aproximava do velho, com uma atitude aparente de quem tinha começado a se interessar pela fala do senhor. Ela largava em cima da mesa o celular que havia bem seguro nas mãos e um lenço de papel cheio do batom rosa que delineava os pequenos lábios ainda escondidos pela sombra da árvore.&lt;br /&gt;- Quantas vezes eu passei na frente da sua casa na época, e encontrava-o sentado na varanda, com um copo de suco ou vodka na mão, vendo o movimento. Aliás, de todas as janelas de sua casa. Era aficionado em janelas, no que elas representavam. Dizia que ficava ali na janela para fugir às vezes do que sentia por dentro. Quase em uma metáfora viva, entre casa e coração.&lt;br /&gt;O velho olhava em volta, analisava a rua cheia de carros e em nenhum momento direcionava seu olhar para a moça que permanecia ali do seu lado, de costas para ele, mas com posição atenta aos relatos. Entre uma fala e outra, a moça jogava os cabelos para trás, em um movimento comum, mas que delatava seu interesse nas memórias.&lt;br /&gt;- E que coração. Como sofria aquele coração! Sofria por amor. Muitos amores que sequer saíram do papel. Ele guardava tudo em folhas de caderno, como um diário esporádico do que sentia secretamente. Um dia peguei um desses cadernos e li vários textos que ele escreveu. Alguns textos me assustavam por conter um lado que poucos tinham visto dele. Aliás, vários lados de uma pessoa que amou platonicamente, carnalmente e conscientemente.&lt;br /&gt;Levou mais um copo de cerveja na boca, colocou o copo meio vazio na mesa e continuou: - Ainda mais quando ele se fazia apaixonar. Era esperto. Sabia que com o coração não se brinca, mas tinha convicção que mais vale um pássaro pequeno na mão que um grande voando. Era tão esperto que às vezes não se compreendia o que ele queria dizer. Falava apenas quando convicto do que sabia e sentia, mas seu silêncio dizia muito.&lt;br /&gt;O sol, que já não iluminava tanto as ruas, cedia lugar para as grandes nuvens vermelhas que se encarregavam de deixar o fim de tarde mais claro. Entre um copo e outro, o velho dedicava, minuciosamente, ao relato do amigo.&lt;br /&gt;- Ironia. Era mestre em fazer-se irônico. Por natureza já o fazia, mas quando queria, chegava ao sarcasmo. Positivo ou não, era temido por pessoas que não o conheciam direito. Temiam aquele olhar julgador que, por unanimidade, era conhecido por analítico. Analisava tudo. Deixava passar algumas coisas que não considerava importante, e para ele, pior que o ódio, era a sua indiferença.&lt;br /&gt;O celular da moça começava a tocar e ela não fazia questão de atender. Não se movia em direção ao pequeno aparelho, e ficava esperando a fala do velho. Este continuava seu monólogo, sem deixar-se interromper pelo barulho que o telefone fazia:&lt;br /&gt;- Se ele tinha família? Sentia muita falta de casa apesar de morarem em uma cidade aqui perto. Não falava muito deles para que não se lembrasse toda a vez da saudade que sentia. Mas sabia que eles estariam o apoiando esteja onde estivesse. E seus planos para o futuro eram simples: apenas queria um casal de gêmeos. Sempre foi seu sonho. Se não me engano, conseguiu realiza-lo, se casando e sendo feliz ao lado da família que construiu. Tinha o desejo também de adotar uma criança. Já esse sonho, não conseguiu realizar...&lt;br /&gt;A moça, em um sinal pequeno de afirmação, sacudiu a cabeça, cobrindo mais uma vez a face dos raios enfraquecidos do sol. Ela levou a mão no rosto e permaneceu assim por alguns instantes. O velho, que até então não tinha observado as reações da jovem, parou sua fala, olhou os seus cabelos loiros, e analisou a mesa em que ela estava com algumas garrafas de cerveja e um copo ainda cheio.&lt;br /&gt;- Tinha uma coisa que deixava todos com que ele convivia nervosos: mudança repentina de humor. Nunca vi uma pessoa que muda tanto de humor como ele. De uma hora para outra, passava de um clima pacífico, para uma forma de tratar quase de guerra. Uma metamorfose, como apelidavam. Deve ser pelo fato dele se estressar com as duas faculdades que ele fazia na época que estudávamos. Estudante da arte do uso da palavra duas vezes. Letras e jornalismo: a palavra como uma forma de escrita e desenvolvimento, e outra como forma de expressão social. Mais do que isso talvez, queria expressar a sua visão.&lt;br /&gt;Quando tomava sua cerveja, em uma parada, o velho notou um suspiro diferente da jovem ao lado. Um suspiro calado, abafado pelas mãos no rosto que faziam com que a maquiagem, antes imperceptível por causa dos longos cabelos, escorresse pelo braço da moça. Ele assustado, tentava retomar seu então monólogo, que de um momento para outro, havia afetado a jovem de alguma forma.&lt;br /&gt;- Eu me empolguei tanto com a minha fala, que esqueci de dizer o porquê me refiro a esse velho amigo desta forma. Uma das várias lições que aprendi com ele ao longo dos anos foi que amigos são amigos. Para todas as horas, em todos os lugares. Amigos que conquistamos continuam sempre guardados em algum lugar no peito e nas lembranças. Ele exigia muito das amizades dele... – levou o último copo de cerveja à boca, respirou fundo e continuou – Talvez não exigisse demais, mas esperava deles. E isso foi com o passar do tempo se acentuando, até que todos a sua volta começaram a exigir a mesma forma de demonstrar a amizade.&lt;br /&gt;O sol já não pintava as nuvens de cores do fogo. A lua começava a aparecer nitidamente pela imensidão escura, brilhando de forma tímida, mas que fazia com que o céu, sem a presença de formas estelares, fosse preenchido aos poucos, para compensar a ausência solar.&lt;br /&gt;- Assim foi durante todos os anos de convivência. Tornamo-nos uma família... nós dois mais os outros que sempre estiveram a nossa volta. Trabalhamos juntos em um jornal de uma cidade grande aqui para esses cantos, e estamos agora dando aulas para o curso que nos formou, afinal o ensino sempre esteve impregnado no sangue dele, mesmo sendo uma pessoa sem paciência às vezes.&lt;br /&gt;A moça ameaçou virar-se de frente e encarar o senhor, mas seu pequeno gesto apenas fez com que ela se sentasse mais próxima dele. O velho, por sua vez, ajeitou-se na cadeira desconfortável e pediu a conta para o funcionário mais próximo do lugar.&lt;br /&gt;- De uns meses para cá, ele desapareceu. Ouvi falar que ficou doente, mas duvido muito. Vaso ruim não quebra! Liguei, procurei... Até minha esposa entrou na procura. E nada. Largou tudo para trás e desapareceu! Sem dizer uma palavra, sem dizer um tchau. Incabível...! Sinto falta das nossas conversas aqui nesse mesmo bar, lugar preferido dele, sempre analisando o pôr-do-sol... E essa falta que sinto do meu amigo, se reverteu em angústia, até chegar ao ponto de me decepcionar... Realmente, como o sol que vai pelo horizonte e não volta...&lt;br /&gt;Em um movimento súbito, durante a retomada de fôlego do velho, a moça levantou-se e sentou de frente para o senhor, interrompendo sua fala. Ele, impressionado com os olhos verdes escuros lacrimejados da moça, e com o rosto manchado de maquiagem, resistiu e olhou fundo naquele olhar que reconheceria mais tarde.&lt;br /&gt;- Eu não queria interromper as memórias do senhor – disse ela bem baixo, com uma voz de cansaço – mas imagino que a pessoa que lhe causou todo essa desencadeamento de lembranças é a mesma pessoa que tento não me lembrar...&lt;br /&gt;- Você está falando do...&lt;br /&gt;- Sim... Dele mesmo! – retrucou a jovem se apoiando no braço do velho desconhecido – Após três anos da minha viagem definitiva para a Itália, que era um sonho antigo da família, voltei ontem da minha estadia por saber que a pessoa de quem o senhor tanto sente falta estava mal...&lt;br /&gt;- Meu Deus! Mas como ele está? – disse o velho ressabiado e com os olhos escuros fixos nos lábios da jovem... – Seu rosto! Ele é familiar...&lt;br /&gt;- Fico feliz por suas memórias... – olhando para o chão, procurando força para olhar nos olhos do velho, ela continuou – Um pouco antes do senhor chegar e começar a contar toda história, eu estava aqui há algum tempo lamentando-me e procurando motivos para levantar meu rosto...&lt;br /&gt;A lua já clara no céu iluminava a rua junto com os postes que faziam contraste com as poucas janelas do prédio à frente que estavam abertas. Junto com a lua, várias estrelas pareciam surgir repentinamente, uma a uma, como um sinal de luz na escuridão.&lt;br /&gt;- Agradeço, pois o senhor me fez enxergar que não devo chorar, mas sim me orgulhar...&lt;br /&gt;- Não entendo nada do que você me diz. O que este grande amigo tem a ver com sua história, moça?&lt;br /&gt;- Seu velho amigo era meu velho pai... Ele morreu há alguns dias e não pude vir antes para seu enterro. Quando cheguei, apenas seu túmulo e silêncio reinavam dentro de mim. – o espanto nos olhos do velho era visível, porém a moça continuou – Mas foi bom, pois ele sempre desejou que ninguém sofresse por ele, e que seu enterro não fosse muito noticiado...&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Eu agradeço profundamente o que você fez por mim hoje. – novamente interrompeu a moça, segurando com força as mãos suadas do velho – Vejo nitidamente agora que o maior desejo do meu pai se realizou... Ser lembrado pelas pessoas que ele mantinha a sua volta como alguém que vivia para todos estes, e para construir o próprio perfil de uma pessoa que apenas queria que o vermelho do céu, criado pelo sol, amanhã voltasse. Um perfil de um ser humano comum, porém especial. Para mim e para todos que o amavam.&lt;br /&gt;A moça se levantou, beijou o velho no rosto e foi embora. O senhor inerte, com os olhos lacrimejados, forçava os lábios segurando para que a primeira lágrima não escorresse. Após alguns instantes, olhou para o céu estrelado, e a lua cheia que brilhava cintilante fez-se refletir na lágrima que escorria. Na boca, exibia-se um pequeno sorriso.&lt;br /&gt;- O sol amanhã vai voltar..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;(Texto produzido para a matéria de Jornalismo Impresso &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;no ano de 2008 para definir a questão: "Quem sou eu?")&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4896138017209865673-2473938778229207570?l=claudiojuniorcronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/feeds/2473938778229207570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4896138017209865673&amp;postID=2473938778229207570' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2473938778229207570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4896138017209865673/posts/default/2473938778229207570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://claudiojuniorcronicas.blogspot.com/2008/06/do-sol.html' title='Do Sol'/><author><name>Claudio Júnior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01490051715657824444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://1.bp.blogspot.com/-0Bn4hp9glnQ/TdAWvQ8Fm5I/AAAAAAAAADc/iZKGBk01v5U/s220/10-05-11_1800.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
